As Funções Complexas de Onda da Homeopatia

A obra homeopática a seguir contém algumas das hipóteses de Paiva Venturelli, as quais não têm nenhum reconhecimento científico até a presente data, mas que estão registradas na Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e na Câmara Brasileira do Livro (CBL), pelo autor, o médico Paulo Eduardo de Paiva e Venturelli (CRM-PR 22.154 / RQE-PR 18.845).

As hipóteses de Venturelli sobre o mecanismo de ação da homeopatia se fundamentam no pressuposto de que, por um lado, haja uma configuração pré-consciente do princípio ou essência vital, sendo tal configuração uma função de onda que se expressa como uma combinação linear entre os estados consciente e inconsciente dos seres vivos, em especial dos seres humanos; e, por outro lado, que haja uma configuração complexa desse mesmo princípio vital, sendo esta uma função de onda que se expressa como uma combinação linear entre o aparato neurológico (real) e o aparato psicológico (imaginário).

Dessa forma, tais funções de onda são tratadas pela neuropsicologia homeopática, a qual alicerça este conjunto de hipóteses. Neste sentido, o princípio vital é de natureza informacional e a energia vital é de natureza eletromagnética. E é possível a concordância deste raciocínio com a concepção ternária de Barthez e Hahnemann, no paralelo de corpo – neurológico, alma pensante – psicológica e princípio vital – neuropsicológico.

Nas funções complexas de onda homeopática, o caráter ondulatório e o caráter corpuscular são considerados estados quânticos complementares e a sobreposição dos mesmos é admissível, conforme o princípio da complementaridade, de Niels Bohr…

|ψ⟩ = α|0⟩ + β|1⟩ 

§ Onde, em soluções pouco diluídas: |ψ⟩ = função de onda da solução homeopática; |0⟩ = vetor de estado do solvente; |1⟩ = vetor de estado do soluto; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário.

§ Onde, em soluções ultradiluídas: |ψ⟩ = função de onda da solução homeopática; |0⟩ = vetor de estado do solvente de caráter ondulatório; |1⟩ = vetor de estado do soluto de caráter corpuscular; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário. Neste caso, a função de onda do solvente tem comportamento ondulatório porque os estados quânticos da solução e do solvente são compartilhados ao se equivalerem e permutarem, sendo que a solução se liga ao soluto por combinação linear, enquanto que o solvente se liga ao soluto por entrelaçamento quântico.

1) Versão homeopática da equação de Schrödinger:

Pela equação de autovalores e autovetores, a função de onda da homeopatia é a sobreposição de estados do princípio ativo, que está simultaneamente diluído ou disperso e concentrado ou precipitado. Então, no colapso da função de onda, o princípio ativo se define em partícula referida ao organismo tratado.

Donde:

|ψ⟩ = α|0⟩ + β|1⟩ 

Onde: |ψ⟩ = função de onda da solução na combinação linear do princípio ativo diluído e concentrado; α|0⟩ = função de onda da solução diluída; β|1⟩ = função de onda da solução concentrada. 

Logo:

H|ψ⟩ = E|ψ⟩

Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução, de predominância psicológica ou imaginária; |ψ⟩ = função de onda da solução diluída ou vetor de estado do solvente (no primeiro fator da equação) e vetor de estado do soluto ou função de onda concentrada (no segundo fator da equação); E = energia associada ao observável clínico do soluto, de predominância neurológica ou real.

2) Fundamentação quântica:

Matematicamente, seria inconsistente dizer que |ψ⟩ seja uma função no primeiro fator e outra no segundo. Psi deve ser o mesmo vetor de estado em ambos os lados, porém, dentro da hipótese de entrelaçamento homeopático entre soluto e solvente, pode ser aceita essa duplicidade como uma forma de expressar que o soluto esteja embutido no solvente e ambos colapsam juntos, de tal forma que o solvente tenha o soluto intrínseco e o soluto tenha o solvente extrínseco, em outras palavras, é dizer que na superposição o soluto seja a partícula intrínseca e o solvente seja a partícula extrínseca.

Neste cenário, dizer que |ψ⟩ seja duas funções simultaneamente funciona como uma adequação da superposição, qual seja, que o vetor representa o sistema combinado e inseparável entre soluto e solvente, e não apenas um desses componentes isolados. O colapso conjunto seria a tradução clínica, isto é, solvente e soluto em um sistema se manifestando como uma única resposta observável.

3) Sinergia de memórias em ressonância mórfica: 

A memória da água, isoladamente, conforme as propostas de Jacques Benveniste, Luc Montagnier e Bernd Kröplin, embora não seja desprezível, é relativamente efêmera e apresenta um efeito medicamentoso discreto. De modo semelhante, a memória do médico, atuando sobre um solvente isolado – segundo a inferência de Masaru Emoto – sem a participação prévia de um soluto específico recentemente diluído e dinamizado, também exerce uma ação farmacológica tênue. Todavia, a sinergia entre a memória do médico e a memória da água, esta relativa a um soluto previamente diluído e dinamizado na solução, conforme os postulados de Samuel Hahnemann, resulta em um efeito medicamentoso muito mais significativo, uma vez que ambas as memórias entram em ressonância entre si.

Além disso, essa sinergia de memórias pode ser propagada por ressonância mórfica segundo os pressupostos de Rupert Sheldrake – entre médico, paciente e equipe da farmácia. Isso ocorre de acordo com as hipóteses de Venturelli, que levam em consideração o biocentrismo de Robert Lanza, o modelo quântico de David Bohm e, paradoxalmente, o princípio da complementaridade de Niels Bohr, incluído na interpretação de Copenhague, a qual contou com contribuições de Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg, Paul Dirac, Lise Meitner e Paul Ehrenfest, dentre outros. Neste sentido, as hipóteses de Venturelli poderiam ser chamadas ainda de interpretação do Brasil, em alusão às ideias de Louis de Broglie e David Bohm (que além de norte-americano também era brasileiro) e em analogia à interpretação de Copenhague, da qual esta versão tupiniquim é oposta e complementar.

4) A informação neuropsicológica da homeopatia: 

O conhecimento homeopático, do mesmo modo que todos os outros conhecimentos, sejam técnicos, científicos, jurídicos, artísticos, religiosos, desportivos ou culturais, depois de codificados na consciência são armazenados substancialmente no estado pré-consciente ou subconsciente, sendo que a informação homeopática consolidada engloba pelo menos a química das misturas, a matemática das potências decimais e centesimais, bem como a farmacologia das substâncias, e a medicina da clínica geral e pediatria. Essa informação armazenada no pré-consciente ou subconsciente é a chave para o resultado clínico das prescrições homeopáticas, em conformidade ao automatismo neuropsicológico que independe do desejo ou da vontade, independendo também de crença, de moral e de sugestão ou autossugestão, o que caracteriza o efeito do observador e descaracteriza o efeito placebo.

O aparato psicológico é imaginário enquanto que o aparato neurológico é real, sendo que tal dicotomia é expressa pela geminação dos números complexos. A existência é real e a inexistência é imaginária, mas a vida se vale de ambas; a realidade é de natureza neurológica, a imaginação é de natureza psicológica e ambas são de natureza vital. Admitida essa lógica neuropsicológica acima, a partir de uma álgebra modificada de Bombelli e Euler, pelo plano cartesiano complexo de Argand-Gauss, a equação de autovalores e autovetores de Schrödinger assumirá a seguinte representação…

H|ψ⟩ =|ψ’⟩ ↔ E|ψ⟩ = |ψ’⟩ ⇒ H|ψ⟩ = E|ψ⟩

Onde: H = operador de predomínio psicológico ou imaginário; |ψ⟩ e |ψ’⟩ = funções de onda de predomínio neuropsicológico ou complexo; E = autovalor de predomínio neurológico ou real.

5) Espaço vetorial da neuropsicologia homeopática (modificado de Freud e Jung):

Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o “id” irracional da teoria de Freud ou o inconsciente involuntário; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o “superego” racional da teoria de Freud ou o consciente voluntário; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja o “ego” da teoria de Freud ou o “self” da teoria de Jung, ou ainda, o pré-consciente ou subconsciente do ser pensante, particularmente do ser humano, e neste sentido todo e qualquer ser humano, mas no caso da homeopatia, em especial o médico homeopata com conhecimento em matemática, física, química, biologia e medicina. A natureza do “ego” ou do “self” é informacional, mas seu caráter ou comportamento é automático porque o “id” ou o inconsciente é a variável independente.

6) Espaço vetorial complexo das soluções homeopáticas: 

Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do solvente; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do soluto; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda da solução homeopática, a qual está sujeita à ressonância com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata.

|ψ⟩ = α|0⟩ + β|1⟩  ⇒ |ψ⟩ = α|x⟩ + β|y⟩

Onde: |ψ⟩ = função de onda da solução homeopática; |x⟩ = vetor de estado do solvente; |y⟩ = vetor de estado do soluto; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário.

7) Espaço vetorial complexo de memória da água: 

Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do solvente de natureza real; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do soluto de natureza imaginária; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda de memória da água, a qual está sujeita à ressonância com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata. Neste outro caso, as soluções homeopáticas estão ultradiluídas.

|ψ⟩ = α|0⟩ + β|1⟩  ⇒ |ψ⟩ = α|x⟩ + β|y⟩

Onde: |ψ⟩ = função de onda da solução homeopática; |x⟩ = vetor de estado do solvente de natureza real; |y⟩ = vetor de estado do soluto de natureza imaginária; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário, mas de tal modo que o componente real de beta seja zero e o componente imaginário de alfa seja zero.

8) Espaço vetorial complexo de memória das plantas: 

Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do solvente de natureza mineral; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do soluto de natureza orgânica ou vital; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda de memória das plantas, a qual está sujeita à ressonância com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata. Neste outro caso, as soluções homeopáticas estão pouco diluídas, podendo ser entre 1 e 3 decimal ou mesmo TM.

|ψ⟩ = α|0⟩ + β|1⟩  ⇒ |ψ⟩ = α|x⟩ + β|y⟩

Onde: |ψ⟩ = função de onda da solução homeopática; |x⟩ = vetor de estado do solvente de natureza mineral; |y⟩ = vetor de estado do soluto de natureza orgânica ou vital; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário.

9) Fundamentação biológica:

No ano de 1771, foi demonstrado pelo químico britânico Joseph Priestley, que as folhas retiradas das plantas mantém a capacidade de realizar fotossíntese, embora esse fenômeno biológico só tenha sido adequadamente descrito tempos depois, a partir do ano de 1779, pelo médico holandês Jan Ingenhousz, com contribuições anteriores do flamengo Van Helmont, e posteriores dos suíços Senebier e Saussure. Porém, o mais importante, neste caso, é que tais cientistas evidenciaram que os tecidos vegetais, mesmo quando retirados das plantas, conservam algumas de suas propriedades vitais, como por exemplo, o atributo fotossintético.

Deste modo, quando os tecidos vegetais são diluídos pelo método homeopático elaborado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, descrito no Organon desde 1810, mas em especial, pela técnica homeopática desenvolvida em 1833, pelo médico alemão Constantin Hering, enfim, nessas duas metodologias, contanto que em baixas diluições, as plantas conservam suas qualidades vitais na matéria orgânica diluída e dinamizada, mas com a condição dessa matéria vegetal ser detectável na forma de soluto presente na solução homeopática, o que ocorre particularmente nas potências de C1 ou D1 a D3, quer dizer, na primeira centesimal de Hahnemann ou entre a primeira e a terceira decimal de Hering.

Ainda em relação à biologia, é interessante atinar para o fato de que organismos jovens apresentam alta capacidade de regeneração, crescimento e organização celular. Isso parece desafiar a entropia em sua tendência natural de aumentar, porque nesses sistemas vivos há uma manutenção e até ampliação da ordem interna. Schrödinger chamou isso de entropia negativa ou neguentropia: os seres vivos conseguem importar energia e informação do ambiente externo para reduzir a desordem interna. Esse fenômeno observado na biologia encontra respaldo na física teórica, especialmente na obra de Schrödinger, que descreveu a entropia negativa como condição essencial para a manutenção da vida.

10) Entropia negativa:

Do ponto de vista subatômico, a ideia de entropia negativa pode ser explorada na cromodinâmica quântica, onde a ordem prevalece sobre a desordem, em função da força forte que promove a liberdade assintótica. Em seu livro “O Que é Vida?”, o físico austríaco Erwin Schrödinger propôs o fenômeno da entropia negativa; seguindo essa linha, a interpretação do Brasil se aprofunda no interior do núcleo atômico desvendado por Meitner e Frisch, mas se depara com os pilares daquela proposição na cromodinâmica quântica, a partir do Modelo de Sakata, e das ideias do físico estadunidense Murray Gell-Mann e do físico russo-americano George Zweig, que inferiram a existência dos quarks, os quais foram descobertos no Acelerador Linear de Stanford (SLAC – Stanford Linear Accelerator) por Friedman, Kendall e Taylor, no final dos anos 60 do século 20.

10.1) Força forte e entropia fraca (quarks são as partículas redutoras da entropia.): 

Em sendo discreta a magnitude das oscilações dos quarks, a desordem dessas partículas é limitada e a ordem prevalece (utilizando a terminologia de Schrödinger sobre ordem e desordem na definição de entropia). Ou em outras palavras, a restrição da amplitude oscilatória dos quarks restringe também a configuração de seus microestados.

10.2) Equação da entropia estatística: 

A liberdade assintótica da força forte diminui o número de microestados na fórmula de Boltzmann porque restringe as oscilações dos quarks em termos quantitativos, mas não qualitativos, ou seja, os quarks têm oscilação em rotação, vibração, translação e transição, mas quantitativamente restritas. 

S = k . ln ω 

Onde: S = entropia; k = constante de Boltzmann; ln = log natural = log na base 2,718 (número de Euler); ω = número de microestados.

10.3) Quarks up reduzem mais a entropia: 

A força forte é a interação entre partículas de mesma carga elétrica, ou de cargas elétricas de mesmo sinal, sendo que os quarks up têm cargas iguais nos prótons, por isso esses quarks ligados entre si, por glúons, são responsáveis por maior redução da entropia, pois embora os quarks down também tenham cargas iguais nos nêutrons, essas cargas dos quarks down possuem menor intensidade em termos modulares. Ao interagir especialmente entre cargas elétricas iguais, a força forte é tanto maior quanto maiores forem as cargas elétricas iguais entre si. Ou seja: Qualquer quark up tem carga elétrica igual a + 2/3 enquanto que qualquer quark down tem carga elétrica igual a – 1/3 (menor em módulo do que a carga do quark up). 

Carga do quark up = + 2/3. 

Carga do quark down = – 1/3. 

Por possuírem cargas maiores, dois quarks up unidos têm maior força forte e menor liberdade do que dois quarks down unidos, assim, os quarks up diminuem mais a entropia biológica em relação aos quarks down. Em outras palavras: Os quarks up são os principais redutores da entropia nos sistemas biológicos. Isso explica a importância do hidrogênio nas reações biológicas, visto que os átomos do elemento hidrogênio possuem o maior número proporcional de quarks up, estando em excesso na maior parte de seus isótopos.

11) A força forte da água:

O conteúdo de hidrogênio da água explica sua importância na participação da ressonância hídrica de natureza homeopática e vital. A natureza quantitativa e qualitativa dos quarks up, nos átomos de hidrogênio que compõem as moléculas de água a tornam a substância mais importante dos organismos vivos, particularmente daqueles com tecidos e órgãos complexos. 

A ligação por glúons entre dois quarks up é mais forte do que a mesma ligação entre dois quarks down ou entre um quark up e um quark down, isso explica a diminuição da entropia pelos quarks up porque quanto mais forte a ligação, menor a variação de estados, e microestados, em termos quantitativos e não qualitativos. Assim, a ligação entre dois quarks down também é mais forte do que a ligação por glúons entre um quark up e um quark down, isso porque a força forte atua entre partículas com cargas elétricas de mesmo sinal.

12) Mésons:

Essas partículas foram previstas pelo físico japonês Hideki Yukawa, em 1935, mas só foram descobertas em 1947 por César Lattes, Giuseppe Occhialini e Cecil Powell. O méson descoberto por eles – que rendeu o prêmio Nobel de física de 1950 apenas a Powell – foi o píon. Os mésons, em geral, não se limitam ao méson-pi (ou píon), mas são partículas compostas por quarks diferentes, ou seja, por pares quark e antiquark; exemplos incluem combinações de quark up e antiquark down, e vice-versa, dentre outras variações. Porém, vez que os mésons são muito instáveis, isso sugere que a interação entre quarks semelhantes seja mais estável do que entre quarks dessemelhantes.

Neste sentido, é interessante observar que a energia de ligação entre prótons e nêutrons, embora seja de extrema magnitude, não é suficiente para evitar os rearranjos de fissões e fusões nucleares, ademais, a observação de um núcleon isolado é muito mais viável do que a observação de um quark isolado, ou de um par de quarks iguais ou semelhantes.

O físico Cesar Lattes explicou em uma entrevista na Rede Globo ao jornalista Chico Pinheiro, na data de 20/06/1999, que os mésons são partículas intermediárias entre prótons e nêutrons, sendo responsáveis pela estabilidade nuclear através da força forte. No entanto, nos  anos 30 do século 20, depois dos experimentos do cientista italiano Enrico Fermi, e dos alemães Otto Hahn e Fritz Strassmann, a dupla Meitner e Frisch teorizou a divisibilidade nuclear, o que mostra que a força forte entre núcleons tenha uma força intermediária em relação à força muito mais forte exercida entre quarks semelhantes.

Ou seja, embora os opostos sejam complementares (Niels Bohr), a força forte é a força da semelhança, e não da dessemelhança. Isso reforça a ideia de que as hipóteses de Venturelli possam ser chamadas de interpretação do Brasil, vez que Lattes era brasileiro.

13) Os três primeiros postulados da interpretação do Brasil:

Foi quando lecionava na Universidade de São Paulo (USP) no Brasil, no início dos anos 50 do século 20, que David Bohm elaborou sua teoria das variáveis ocultas da física quântica, que incluía a ideia da função de onda piloto inferida pelo cientísta francês Louis de Broglie.

Segundo Gicélia Paz “O modelo quântico da consciência, proposto por David Bohm, físico teórico, introduz uma visão radicalmente diferente da percepção humana. Ele sugere que o cérebro funciona como um ‘sintonizador’, captando informações do campo quântico subjacente, algo como uma ‘realidade não local’ que transcende o espaço e o tempo.”

O professor Lattes, naquela entrevista de 1999 à Rede Globo, disse que “A realidade objetiva é resultante da média ponderada de todas as vontades animais, vegetais, minerais e de objetos manufaturados”. Sendo que tal afirmação daquele catedrático da USP e da Unicamp (Universidade de Campinas) é ajustável à interpretação do Brasil, segundo o ponto de vista das hipóteses de Venturelli.

Pela teoria da informação do matemático norte-americano Claude Shannon, de 1948, a entropia é uma medida da incerteza associada a uma fonte de mensagens. De modo que: se um evento for muito previsível, terá baixa entropia; mas se for de difícil previsão, terá alta entropia. Ora, partindo desse pressuposto, então, é possível afirmar que a informação valiosa e correta reduz a entropia do sistema.

Por outro lado, o físico alemão Rolf Landauer estabeleceu teoricamente, em 1961, que a informação possui energia (princípio de Landauer) o que foi provado experimentalmente por uma equipe liderada pelo físico japonês Shoichi Toyabe, no ano de 2010.

Enfim, consoante aos estudiosos Bohm, Lattes, Shannon, Landauer e Toyabe, são apresentados neste tópico, os postulados iniciais enumerados de um a três a seguir…

13.1) Qualquer função de onda está sujeita à ressonância com a função de onda original, que é a função de onda piloto ou primordial, dito de outro modo, todas as funções de onda são potencialmente sintonizáveis e sincronizáveis a uma função de onda vital, a qual, esta por sua vez, também tem um potencial de sintonia e sincronicidade com a função de onda universal, o que isso ocorre por meio das variáveis ocultas, as quais podem ser classificadas como incertezas do sistema.

13.2) Uma função de onda quântica, qualquer que seja, é sempre imaterial e adimensional, no entanto, a única grandeza física com tais propriedades é a informação, a qual, por ter energia positiva e entropia negativa, resulta em nulidade material e nulidade dimensional, o que, justamente, a define enquanto entidade informacional.

13.3) As funções quânticas de onda, enquanto entidades adimensionais e imateriais, ao entrarem em ressonância entre si, aumentam a amplitude de probabilidade da determinação particular, ao reduzirem a incerteza do sistema, no entanto, não trocam nenhuma matéria e não trocam nenhuma energia, mas ainda assim são sistemas abertos, e não fechados ou isolados, exatamente porque trocam informações.

E o enunciado dos três postulados iniciais acima, da interpretação do Brasil, apresenta o pioneirismo do professor Bohm, da USP, através de seus dois artigos intitulados “Hidden Variables”, de 1952, ambos redigidos em São Paulo e publicados na revista “Physical Review”.

Ademais, esses três postulados da interpretação do Brasil, podem ser resumidos assim: funções de onda entram em ressonância entre si, o que aumenta a amplitude de probabilidade da localização particular, pela troca de informações, com redução da entropia do sistema.

14) Energia vital:

As frequências eletromagnéticas do tipo ELF ou FEB (Extremely Low Frequency ou Frequências Extremamente Baixas) variam de 3 Hz a 30 Hz, e coincidem com as ondas cerebrais estudadas pelo médico alemão Hans Berger, entre 1924 e 1929. As fontes naturais de ELF incluem o campo magnético da Terra nas interações com o vento solar e a ionosfera, além da Ressonância Schumann, que é um conjunto de ondas eletromagnéticas no espectro de frequências extremamente baixas (ELF), os quais pulsos são gerados pela atividade elétrica da Terra, como raios ou relâmpagos, em que essas ondas ficam retidas e entram em ressonância na cavidade natural formada entre a superfície da Terra e a ionosfera; essa frequência fundamental prevista pelo físico alemão Winfried Otto Schumann, em 1952, é de aproximadamente 7,83 Hz (que é uma frequência utilizada por cientistas para monitorar o clima global e a atividade de tempestades).

É interessante ressaltar, todavia, que Nikola Tesla descobriu o fenômeno da ressonância eletromagnética da Terra por volta de 1899, em Colorado Springs, nos Estados Unidos, ao observar raios atmosféricos, décadas antes de Schumann calcular matematicamente a ressonância de 7,83 Hz em 1952. Tesla tentou utilizar essa frequência natural para transmissão sem fio de energia.

Relações entre a Ressonância Schumann e as oscilações neurais foram investigadas pelo médico francês Luc Montagnier, entre 2009 e 2012, ao defender a hipótese de memória da água proposta pelo médico francês Jacques Benveniste, entre 1988 e 1992. As fontes artificiais de ELF incluem as linhas de energia (transmissão e distribuição), as quais são uma das principais fontes artificiais de campos ELF devido à circulação de corrente alternada (CA) – desenvolvida por Tesla – nas frequências padrão da rede elétrica, que são de 50 ou 60 Hz na maioria dos países.

Pela definição da União Internacional de Telecomunicações (ITU) o espectro ELF abrange de 3 Hz a 30 Hz. No entanto, algumas classificações alternativas na ciência atmosférica consideram a faixa de ELF estendida até 3 kHz (neste caso, as ondas ELF seriam de 3 Hz até 3 kHz, o que incluiriam as ondas gama do eletroencefalograma).

14.1) Definição de energia vital:

A energia vital está distribuída por todo o universo e é uma energia de proporcionalidade astroatômica, conforme a seguinte equação…

E = L / V

Onde: E = energia vital em aquarius (aq); L = energia livre em joule (J); V = volume em metros cúbicos (m³).

A distribuição da energia vital se dá à semelhança do princípio de Pascal, quer dizer, vez que seja uma energia de proporcionalidade astroatômica, assim como a pressão em um fluido é dada pela fórmula…

P = F / A

Onde: P = pressão em pascal (Pa); F = força em newton (N); A = área em metros quadrados (m²)…

… A energia vital é dada pela fórmula E (aq) = L (J) / V (m³).

Do mesmo modo em que, pelo princípio de Pascal, a pressão é transmitida integralmente a todos os pontos de um fluido e às paredes do recipiente que contém esse fluido, tal qual um aquário que contém água onde os peixes vivem, a energia vital também se transmite de forma proporcional, a partir dos quarks, aos átomos, às moléculas, às células e ao sistema solar.

14.2) Efeito borboleta:

Sob inspiração das ideias de Henri Poincaré e Aleksandr Lyapunov, bem como dos trabalhos de Balthasar van der Pol e Edward Lorenz, as hipóteses de Venturelli supõem que os três quarks de um núcleon se movimentam à semelhança de um atrator estranho, de modo que as ondas eletromagnéticas em frequências extremamente baixas sejam capazes de promover modificações extremamente significativas nos sistemas cromodinâmicos, homeopáticos e biológicos, em proporções tais que sejam semelhantes ao fenômeno atribuído ao matemático norte-americano Lorenz, o qual “pai da teoria do caos” estaria associado à citação que questionava se seria possível “o bater das asas de uma borboleta no Brasil causar um tornado no Texas”.

14.3) Quantização da energia vital:

Seja a equação…

E = h f

… A constante de Planck terá o valor da energia vital na unidade de um aquarius multiplicado pela unidade de tempo em segundo:

h = 1 aq s

Onde: E = Energia vital quantizada em aquarius (aq); h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética em hertz (Hz).

Ou ainda:

ΔE = h f

Onde: ΔE = variação da energia vital quantizada em aquarius; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética em hertz.

A energia vital varia entre 0,001 aq e 1.000 aq, o que se situa na faixa das ondas eletromagnéticas em frequências abaixo das ondas de rádio, sendo que o menor valor dessa quantização energética é um milésimo da unidade de aferição, a qual se chama aquarius, pela importância da água em todas as reações e em todos os processos e fenômenos biológicos.

14.4) Oscilações neurais ou ondas cerebrais:

Consultadas as referências de Fouad Sabry, Lisiane Seguti Ferreira e Maria Augusta Montenegro, além da inteligência artificial do Google e da Microsoft…

a) Ondas alfa (8 a 13 Hz): Vigília relaxada, calma, meditação leve.

b) Ondas beta (14 a 30 Hz): Vigília atenta, concentração, resolução de problemas.

c) Ondas gama (acima de 30 Hz): Processos cognitivos complexos, memória e consciência ampliada.

d) Ondas delta (abaixo de 4 Hz): Sono profundo, repouso profundo e coma.

e) Ondas teta (4 a 7 Hz): Sono REM (Rapid eye movement ou movimento rápido dos olhos)… Na verdade, ocorrem durante o sono leve e os sonhos, mas também em estados criativos e relaxamento profundo.

15) Critérios eletromagnéticos: 

A inversão do tempo e a energia antiquântica foram inferidas por este médico, na forma de níveis antiquânticos, no livro Teoria Bioquântica Astroatômica, elaborado desde 1990, na Cidade do Rio de Janeiro (RJ), em Petrópolis (RJ) e no Hospital Naval de Ladário (MS), sendo registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (RJ) em 1994, tendo sido publicado pela editora Sul das Gerais, na cidade de Pouso Alegre (MG) em 1995. Todavia, em 1933, o físico austríaco Wolfgang Pauli já havia postulado uma teoria antimaterial da energia, ao demonstrar que um operador autoadjunto, ao observável tempo, implicaria em valores positivos e negativos da energia quântica. 

Embora seja interessante observar que antes disso, em 1928, o físico britânico Paul Dirac tenha elaborado uma equação que levou à inferição da existência de pósitrons e, deste modo, da antimatéria descoberta por Carl Anderson em 1932; mesmo assim, é de se ressaltar que segundo Osvaldo Pessoa Jr. a ideia de energia negativa tenha sido emergida das demonstrações temporais de Pauli, o que pela óptica das hipóteses de Venturelli seja uma modalidade de energia antimaterial.

No título 41-7 ao falar do modelo padrão, o livro de física moderna de Tipler e Mosca cita as teorias da grande unificação e diz que “Em uma destas teorias, os léptons e os quarks são considerados como duas faces de uma única classe de partículas.” Nas hipóteses de Venturelli, os quarks são tidos como léptons porque a maior parte da massa nuclear é atribuída aos glúons, os quais exercem a força forte.

Os números quânticos estão relacionados à ideia de função de onda ou orbital do lépton atômico, quer dizer, a região no espaço onde seja maior a probabilidade do elétron ou do quark serem encontrados, sendo interessante perceber que os orbitais eletrônicos estão na eletrosfera enquanto que os orbitais quarktrônicos estão na quarksfera intrabariônica ou intranucleônica. Em relação aos números quânticos, os números antiquânticos têm sinais opostos.

Embora se admita que a rotação de um lépton em um átomo seja uma propriedade intrínseca associada ao número quântico spin, ainda assim, a hipótese antiquântica considera que esse fenômeno de rotação possa receber a influência da energia de ondas cerebrais, não da consciência e do desejo ou da vontade, mas sim de uma faixa de frequência, tal qual no efeito fotoelétrico; daí a observação ter o impacto de promover o colapso da função de onda.

15.1) Número quântico principal (n): É a posição do lépton.

É admitido que o número quântico principal, n, ao identificar a posição do lépton (elétron ou quark) seja o tamanho do orbital. Trata dos níveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos níveis e antiníveis quânticos.

15.2) Número quântico secundário ou azimutal (l): É o momento angular extrínseco do lépton.

O número quântico secundário, l, indica o momento angular orbital do lépton, por isso, define também o formato do orbital. Trata dos subníveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos subníveis e antissubníveis quânticos.

15.3) Número quântico magnético (ml): É o vetor do momento angular extrínseco do lépton.

Este número quântico, ml, chamado de magnético, indica a orientação espacial do orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular orbital do lépton, ao qual se associa um momento magnético orbital.

15.4) Número quântico spin (s): É o momento angular intrínseco do lépton.

O número quântico de spin, s, define o momento magnético associado à rotação e, de certo modo, também, a oscilação do lépton, tendo sido proposto para os elétrons pelo físico austríaco Wolfgang Pauli, em 1925. De modo mais específico, é o momento angular de giro ou rotação do lépton. É considerado uma propriedade intrínseca do elétron e do quark, mas vejamos o que sugere o estudo da espectroscopia pelo eletromagnetismo em ordem crescente dos comprimentos de onda (decrescente em frequência e energia):

15.4.1) Radiação ultravioleta: Está associada à transição eletrônica, especialmente com ionização molecular. 

15.4.2) Luz visível: Transição de estado quântico molecular ou transição eletrônica das moléculas.

15.4.3) Radiação infravermelha: Vibração quantizada (e translação em energia contínua) das moléculas.

15.4.4) Radiação de micro-ondas: Rotação molecular em energia quantizada.

15.4.5) Radiação das ondas de rádio: Rotação quantizada no núcleo atômico, que é uma rotação bariônica ou nucleônica, visto que o núcleo de hidrogênio tem apenas um próton e gira na ressonância magnética nuclear.

15.4.6) Radiação de ondas ELF (3 Hz a 30 Hz): Rotação leptônica ou spin de elétrons e quarks, ou seja, a radiação de ondas em frequências extremamente baixas (ELF) promove o giro dos léptons (quarks e elétrons), mas também qualquer radiação que esteja entre 1.000 Hz e 0,001 Hz pode estar associada ao giro dos léptons.

15.5) Número quântico magnético de spin (ms): É o vetor do momento angular intrínseco do lépton (magnetismo da rotação do lépton).

Este número quântico, ms, chamado de magnético do spin, indica a orientação espacial da rotação corpuscular no orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular de giro ou rotação do lépton, ao qual está associado um momento magnético intrínseco.

16) Fundamentação termodinâmica do quarto postulado:

Considerando que a informação da prescrição médica é transmitida ao paciente pelo pessoal da farmácia, por meio do inconsciente coletivo e da ressonância mórfica de Sheldrake, o que depende de sinergia da memória do médico com a memória da água ou com a memória das plantas, ou com ambas, enfim, levando em conta o espaço vetorial da neuropsicologia homeopática, as receitas homeopáticas apresentam a seguinte fundamentação termodinâmica…

Nessa área de associar a mecânica clássica à biologia, sem negligenciar uma fonte de vitalidade imaterial, teve destaque o filósofo francês René Descartes, conforme citação de Anna Alice Amorim Mendes (et. al): “Em meados do século XVII, começaram a se concretizar os esforços para libertar o pensamento médico das doutrinas antigas. Surgiu o mecanicismo através dos trabalhos de Descartes (1596-1650). Descartes via o corpo como uma máquina ativada pelo calor coletado no sangue; este, conduzido até o cérebro pela aorta, levava o elemento mais puro, o espírito vital”… “O homem cartesiano era, portanto, bipartido entre corpo e alma”… “Aristóteles, um dos principais nomes da filosofia grega da Antiguidade, já tinha também defendido esta visão binária do homem, composto por corpo e alma”.

Enquanto Descartes buscava explicar a vitalidade humana pela mecânica do corpo, a física do século 20 passou a investigar o próprio fluxo do tempo. O astrônomo britânico Arthur Eddington introduziu o conceito de “flecha do tempo” ou “seta do tempo” (“arrow of time”) em seu livro de 1928, “The Nature of the Physical World” (“A Natureza do Mundo Físico”) para descrever o fenômeno pelo qual o tempo parece fluir sempre no mesmo sentido. Eddington desenvolveu o conceito de “direção de mão única do tempo” vinculando essa ideia de seta do tempo à definição de entropia, a qual está inserida na segunda lei da termodinâmica (de Carnot, Clausius e Thomson).

Todavia, o que é a memória senão a capacidade de retroceder no tempo? Quer dizer, memorizar é trazer ao tempo presente as informações contidas no tempo passado. Neste sentido, a atividade mnemônica pressupõe informações que invertem a seta do tempo. Com isso, a memória hídrica e a memória vegetal têm duas vias de acesso: uma imaterial, pela simples informação; e outra material, pela energia eletromagnética.

16.1) Memória da água e das plantas pelos três primeiros postulados:

Pela via imaterial, a memória da água e a memória vegetal são explicadas pelo princípio vital, que atua na ressonância das funções de onda, com sinergia de informações. No entanto, o vocábulo “sinergia”, que é sugestivo de energia, não invalida a condição imaterial das funções de onda, justamente porque a energia positiva se anula com a entropia negativa, resultando na imaterialidade adimensional.

16.2) Memória aquática e vegetal pelo quarto postulado:

Pela via energética, a memória da água e a memória das plantas se explicam também porque as informações da prescrição homeopática, transmitidas por ressonância mórfica e pelo inconsciente coletivo, estão associadas às oscilações neurais, que são ondas eletromagnéticas em frequências extremamente baixas. Essas radiações de ondas cerebrais promovem o giro dos quarks do hidrogênio, reduzindo ainda mais os microestados quânticos dessas partículas subatômicas, pela propriedade cromodinâmica da liberdade assintótica, ao ponto de gerar entropia negativa. Com isso, ocorre a inversão da seta do tempo, permitindo que a água e as plantas resgatem, no tempo presente, o estado quântico das partículas diluídas em um passado recente. Embora, eventualmente, a água e os vegetais também possam recuperar informações de um passado remoto.

17) Conclusões:

Por um lado, funções de onda são entidades de imaterialidade adimensional, que entram em ressonância entre si, o que isso leva à troca de informações, e então, essa sinergia informacional reduz a entropia, inverte a seta do tempo e memoriza informações de estados quânticos do passado, os quais estados são aplicados pela água e pelas plantas, sendo transmitidos por ressonância mórfica e pelo inconsciente coletivo, em função do conhecimento científico armazenado no subconsciente do médico.

Por outro lado, as oscilações neurais se aplicam aos quarks, os quais se dinamizam por tais radiações eletromagnéticas das ondas cerebrais, o que isso leva à redução da entropia pela cromodinâmica da liberdade assintótica dessas partículas, com consequente inversão da seta do tempo e memorização das informações de estados quânticos do passado, os quais estados são aplicados pela água e pelas plantas, sendo transmitidos por ressonância mórfica e pelo inconsciente coletivo, em função do conhecimento científico armazenado no subconsciente do médico.

18) Resumo:

As hipóteses propostas articulam fundamentos biológicos, quânticos e termodinâmicos em torno de um eixo comum: a redução da entropia como condição essencial, a inversão da seta do tempo como consequência direta e a memorização de estados passados pela água e pelas plantas como resultado clínico esperado. A abordagem parte da adaptação da equação de Schrödinger ao contexto homeopático, avança pela neuropsicologia e pelos espaços vetoriais complexos da mente, da água e das plantas, e culmina na fundamentação biológica e cromodinâmica dos quarks. A interpretação denominada “do Brasil” integra conceitos de Bohm, Lattes, Shannon e Landauer, além de Carnot, Eddington, Bohr e Schrödinger, propondo que funções de onda, ao entrarem em ressonância, ampliam a probabilidade informacional sem troca de matéria ou energia, mas com impacto clínico observável. Assim, a homeopatia é descrita como um sistema informacional, em que ressonâncias entre funções de onda sustentam a lógica da entropia negativa e da recuperação de estados passados.

19) Abstract:

The proposed hypotheses articulate biological, quantum, and thermodynamic foundations around a common axis: entropy reduction as the essential condition, time-arrow inversion as the direct consequence, and the memorization of past states by water and plants as the expected clinical outcome. The approach begins with the adaptation of Schrödinger’s equation to the homeopathic context, advances through neuropsychology and the complex vector spaces of mind, water, and plants, and culminates in the biological and quantum chromodynamic foundations of quarks. The interpretation referred to as the “Brazil interpretation” integrates concepts from Bohm, Lattes, Shannon, and Landauer, as well as Carnot, Eddington, Bohr, and Schrödinger, proposing that wave functions, when resonating, amplify informational probability without exchanging matter or energy, yet with clinically observable effects. Thus, homeopathy is described as an informational system in which resonances among wave functions sustain the logic of negative entropy and the recovery of past states.

20) Perspectivas:

Enfim, ao colocar as hipóteses na perspectiva mais otimista, em homenagem póstuma a Nicolas Léonard Sadi Carnot (1796-1832), Rudolf Clausius (1822-1888), Ludwig Boltzmann (1844-1906), Lise Meitner (1878-1968) e Otto Frisch (1904-1979), este médico parafraseia William Thomson (Lord Kelvin, 1824-1907): 

Se essas hipóteses forem aceitas ou comprovadas, as máquinas térmicas terão dado uma enorme contribuição à medicina, embora a medicina, até agora, não tenha contribuído em nada – ou quase nada – para as máquinas térmicas.

21) Bibliografia principal:

Borges, Manoel. et. al. – Informação Quântica. Curitiba – PR, Editora Appris, 2023.

Ferreira, Lisiane Seguti. et. al. – Manual do Técnico em EEG. Rio de Janeiro – RJ, Editora Thieme Revinter, 2023 (Kindle).

Hart-Davis, Adam. et. al. – O livro da ciência. – Tradução de Alice Klesck. São Paulo – SP, Globo Livros, 2020.

Kleinman, Paul. – Tudo que você precisa saber sobre psicologia: um livro prático sobre o estudo da mente humana. – Tradução Leonardo Abramowicz. – 1. ed. – São Paulo – SP, Editora Gente, 2015.

Mendes, Anna Alice Amorim. et. al. – Homeopatia: noções básicas para a graduação. Jundiaí – SP, Paco Editorial, 2019. Recurso digital (Kindle).

Montenegro, Maria Augusta. et. al. – EEG na Prática Clínica. Rio de Janeiro – RJ, Editora Thieme Revinter, 2018 (Kindle).

Paz, Gicélia. – Física Quântica: Desvendando os Mistérios do Universo em Escala Microscópica. Edição do Kindle, 2025.

Pessoa, Osvaldo Jr. – Conceitos de Física Quântica. São Paulo – SP, Editora Livraria da Física, 2003.

Sabry, Fouad. – Eletroencefalografia. Estados Unidos – USA, Livro eletrônico (E-book) da Amazon, 2022.

Tipler, Paul Allen. Mosca, Gene. – Física para Cientistas e Engenheiros, v.3. – Tradução e revisão técnica Márcia Russman Gallas. Rio de Janeiro – RJ, Editora LTC, 2009.

Venturelli, Paiva. – Dinamização in Vivo. Joinville – SC, Editora Letra Médica, 2004. 

Venturelli, Paiva. – Teoria Bioquântica Astro-Atômica. Pouso Alegre – MG, Editora Sul das Geraes, 1995.

Venturelli, Paiva. – Outros textos registrados na FBN e na CBL em datas diversas, com outras referências bibliográficas e biográficas.

Young, Hugh D. – Física IV: Sears e Zemansky: ótica e física moderna. – Tradução de Daniel Vieira; revisão técnica de Adir Moysés Luiz. – 14. ed. São Paulo – SP, Pearson Education do Brasil, 2016.

OBSERVAÇÃO 1: As consultas à inteligência artificial de Brave, Google, Meta, Microsoft e Opera, também integram a presente bibliografia.

OBSERVAÇÃO 2: As hipóteses de Venturelli se baseiam no ensino fundamental, médio e universitário do Brasil no século 20, e, posteriormente, no início do século 21, portanto, as referências bibliográficas e biográficas são eurocêntricas, o que não afasta a contribuição de pensadores provenientes da África, Ásia, América e Oceania, isso sendo particularmente válido, justamente no Brasil, onde a formação étnica e cultural do povo brasileiro tem contribuições notáveis, desde os primórdios deste país, de ameríndios e africanos, sendo importante ressaltar também, a presença japonesa e chinesa neste país, dentre outros povos da Ásia, incluindo árabes, ademais de outros continentes, além dos próprios europeus, notadamente de portugueses, espanhóis, italianos e alemães, dentre outros europeus, sendo ainda, necessário salientar a influência anglo-saxônica de britânicos e norte-americanos de língua inglesa, lembrando que os ingleses escoltaram a família real portuguesa ao Brasil, os quais nobres foram aqui aportados em 1808, ao evitarem o confronto direto com as forças francesas da era napoleônica. No mais, vale ressaltar que se tratam de postulados da especialidade elaborada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, e que foi trazida ao Brasil com a chega no Rio de Janeiro do médico francês Benoit Jules Mure, na data consagrada como referência ao dia nacional da homeopatia, em 21 de novembro de 1840.

Dr. Paulo Venturelli