Fórmula

Fórmula Termodinâmica da Vitalidade:

ΔV = H + M

1) Introdução:

Assim como a energia interna (U) é igual ao somatório do calor (Q) com o trabalho (W) em sistemas termodinâmicos clássicos, de modo semelhante a energia vital ou vitalidade (V) é igual ao somatório do calor vital (H) com o metabolismo (M)…

U = Q + W <=> V = H + M

Mais especificamente, a variação de energia interna é fornecida matematicamente pelo somatório entre calor e trabalho, assim como a variação de vitalidade é fornecida matematicamente pelo somatório entre calor vital e metabolismo…

ΔU = Q + W <=> ΔV = H + M

O vapor na medicina termodinâmica é um critério bioquântico.

2) Condições:

A energia vital referida na fórmula se trata de uma vitalidade fisiológica a qual é uma grandeza funcional, que varia em função do calor vital e do metabolismo, desde que haja certa integridade estrutural orgânica.

Calor vital é uma grandeza relacionada à entalpia no sentido de que possa ser endotérmico ou exotérmico.

3) Especificações:

ΔV = H + M

Onde:

ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

3.1) Em termos fisiológicos específicos:

H > 0 => calor vital endotérmico.

H < 0 => calor vital exotérmico.

M > 0 => metabolismo anabólico.

M < 0 => metabolismo catabólico.

3.2) Em termos fisiopatológicos e ontogenéticos específicos:

Em que pese a fórmula da vitalidade ser um princípio fisiológico, seu equacionamento admite variáveis patológicas e cronológicas, dentro de uma faixa de normalidade estrutural do organismo. Isto é, ainda que a equação seja sobre uma integração fisiológica geral, sua aplicação admite diferenciações clínicas e evolutivas naturais do desenvolvimento físico e mental.

Neste contexto matemático geral, os termos fisiológicos podem apresentar inversões, alternâncias e combinações variáveis, as quais se justificam em margens ontogênicas ou patológicas criteriosas a serem tratadas.

a) Constituição carbônica, morfologia e fisiologia hidrogenoide com temperamento fleumático ou idade infantil:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

H exotérmico é positivo e H endotérmico é negativo; M catabólico é positivo e M anabólico é negativo (quando se trata da constituição carbônica ou do temperamento fleumático).

b) Constituição sulfúrica, morfologia e fisiologia nitrogenoide com temperamento sanguíneo ou idade adolescente:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

H exotérmico é negativo e H endotérmico é positivo; M catabólico é positivo e M anabólico é negativo (quando se refere à constituição sulfúrica ou ao temperamento sanguíneo).

c) Constituição fosfórica, morfologia e fisiologia oxigenoide com temperamento colérico ou idade adulta:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

H exotérmico é negativo e H endotérmico é positivo; M catabólico é negativo e M anabólico é positivo (quando se considera a constituição fosfórica ou o temperamento determinado).

d) Constituição fluórica, morfologia e fisiologia halogenoide com temperamento melancólico ou idade avançada:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

H exotérmico é positivo e H endotérmico é negativo; M catabólico é negativo e M anabólico é positivo (quando se leva em conta a constituição fluórica ou o temperamento nervoso).

3.3) Resultados específicos do balanço termodinâmico:

ΔV > 0 é um resultado fisiológico com aumento da vitalidade em todos os casos.

ΔV < 0 é um resultado patológico com diminuição da vitalidade em qualquer caso.

4) Considerações gerais:

Embora a entalpia e o calor vital não sejam um mesmo processo, ainda assim são grandezas que podem ser estudadas em um mesmo parâmetro de assimilação ou liberação de calor, com sinais matemáticos que dependem do biotipo constitucional e temperamental de cada pessoa.

Biotipo neste estudo é um termo referente a um critério amplo que deve levar em conta diversos fatores, sendo necessária a avaliação de cada caso.

Estados tróficos, da rubrica metabólica, podem ser preferíveis à classificação biotípica clássica em normolíneo, longilíneo, brevilíneo e indefinido. Todavia, os trabalhos de Grauvogl, Nebel e Vannier, bem como de Bernard e Martiny devem ser levados em conta, além das concepções embriológicas de Sheldon.

É imprescindível também, a análise criteriosa do temperamento de cada paciente, isso porque a energia mental está relacionada ao consumo energético do cérebro, que é predominante. Em outras palavras, os aspectos constitucionais e temperamentais são úteis na determinação dos sinais matemáticos relativos tanto ao calor vital quanto ao metabolismo.

Além disso, importa saber que constituição e temperamento têm, ambos, certa ligação à predisposição genética de origem orgânica e psíquica, bem como à formação do desenvolvimento corporal e do aparato mental, ao longo da existência, segundo fatores sociais, culturais, familiares e ambientais.

Ou seja, vale ressaltar que a personalidade resulta da interação entre o temperamento herdado geneticamente e regulado biologicamente, em comunicação com o caráter que se forma ao longo do desenvolvimento, quer dizer, da combinação de fatores constitucionais e ambientais.

Deste modo, a escolha dos sinais positivo e negativo, em cada uma das funções do estado vital, depende de profunda análise clínica. Ademais, com certa frequência haverá a necessidade de exames complementares.

Em resumo, todas as rubricas são importantes na avaliação do sinal matemático a ser adotado nos termos da equação termodinâmica da energia vital, sendo os parâmetros de calor vital as reações endotérmicas ou exotérmicas, por um lado, enquanto que por outro lado os parâmetros de metabolismo são as reações anabólicas ou catabólicas, respectivamente, podendo haver diferentes alternâncias em conformidade à resultante da análise repertorial de cada função.

5) Conclusões:

A fórmula termodinâmica da vitalidade define a variação de energia vital em função do calor vital e do metabolismo, caracterizando a vitalidade do organismo em questão, neste caso, particularmente de um organismo humano.

Independente da constituição biotípica ou fisiológica e do temperamento, todas as pessoas podem ser tratadas pela medicina termodinâmica, sendo que tais critérios somatotípicos servem apenas para se definir o sinal matemático do calor vital e do metabolismo, na fórmula termodinâmica da energia biológica.

O calor vital é comparável à entalpia porque pode ser um calor endotérmico ou exotérmico, sendo que o sinal de positivo ou negativo será variável em conformidade aos fatores tróficos, fisiológicos, temperamentais e embriológicos ou ontogenéticos de cada indivíduo. Em relação ao metabolismo, o cerne da importância se configura nas noções de energia livre.

Concluindo, energia vital é a energia do equilíbrio dinâmico que define a vitalidade.

OBSERVAÇÃO: A presente página não tem qualquer reconhecimento científico e se destina à apresentação de uma hipótese na medicina homeopática que possa ser útil ao diagnóstico e à prescrição.

Dr. Paulo Venturelli medicina integrativa em Curitiba