Energia

O significado de energia é profundamente ligado ao conceito de trabalho, deste modo, a energia pode ser definida por atividade. A medicina homeopática que leva em consideração a energia disposta em calor e trabalho é a homeopatia termodinâmica. Já a homeopatia que leva em conta a equação de Schrödinger é de natureza quântica.

Homeopatia Físico-química

1) Vitalismo:

Pode-se dizer que vitalismo seja o estudo das manifestações do princípio vital ou da energia vital, e que princípio vital seja a propriedade que os organismos vivos têm de converter energia física e química em energia biológica.

Samuel Hahnemann no século 19 adotou a concepção ternária de Paul Joseph Barthez do século 18 em subdividir o ser humano em corpo, alma pensante e princípio vital; ou seja, por alma pode ser entendida a mente, a psique. Neste sentido, o princípio vital vem a ser a unidade essencial do ser vivo, uma espécie de ponte unificadora entre a matéria corporal e o psiquismo abstrato.

1.1) Matéria corporal: 

A matéria corporal é o corpo, o organismo constituído das moléculas de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre, do acrônimo CHONPS, além do metaloma, este que é constituído pelos elementos traços e microtraços correspondentes ao metabolismo dos micronutrientes.

1.2) Alma pensante: 

A alma pensante é a mente, o psiquismo da abstração dos pensamentos racionais e dos sonhos, o aparato psíquico da manifestação do consciente e do inconsciente.

1.3) Princípio vital:

O princípio vital é a unidade intermediária que permeia o corpo e a mente, a essência vital que exerce influência no metabolismo orgânico e na expressão das funções psíquicas conscientes e inconscientes.

2) Energia vital ou biológica:

A propriedade que os organismos vivos têm de converter energia física e química, em energia biológica, é manifestação de uma força originária de um princípio vital. Força vital é o princípio dinâmico da vida, de modo que também se possa definir energia vital como sendo o dinamismo biológico inerente aos seres dotados de vida. Se energia biológica vem a ser o dinamismo intrínseco de cada ser vivo, é razoável que princípio vital seja a essência que promova o impulso inicial desta energia, ou seja, a fonte da força inicial da vida. Entretanto, em homeopatia não se costuma diferenciar força vital de princípio vital ou energia vital de essência vital.

Neste estudo, todavia, o termo princípio vital tem o significado da essência promotora da força primordial que deflagra a existência viva de um ser, o qual se desenvolve de forma relativamente independente, autônoma e dinâmica através da energia vital ou biológica.

3) Termodinâmica biológica ou vital:

As noções de máquinas térmicas comparadas ao funcionamento dos organismos vivos definem a termodinâmica biológica e, particularmente, a medicina termodinâmica da ciência homeopática ou a ciência homeopática da medicina termodinâmica.

3.1) Equação geral da vitalidade ou da energia biológica interna:

A fórmula termodinâmica da vitalidade define a variação de energia vital em função do calor vital e do trabalho metabólico, caracterizando a vitalidade do organismo em questão, neste caso, particularmente de um organismo humano.

3.1.1) Equação da vitalidade com o trabalho realizado pelo sistema vital:

Na equação geral da vitalidade em que o trabalho vital é realizado pelo sistema biológico, a energia vital se define pela diferença entre o calor vital e o trabalho biológico.

V = H – W

Onde: V = vitalidade ou energia vital, H = calor vital, W = trabalho biológico.

A equação acima pode ser escrita do seguinte modo…

ΔV = H – W

Onde: ΔV = variação de vitalidade ou variação da energia vital, H = calor vital, W = trabalho biológico.

3.1.2) Equação da vitalidade com o trabalho realizado sobre o sistema vital:

Na equação geral da vitalidade em que o trabalho biológico atua sobre o sistema vital, a energia vital se define pela soma entre o calor biológico e o trabalho vital.

V = H + W

Onde: V = vitalidade ou energia vital, H = calor biológico, W = trabalho vital.

A equação acima pode ser escrita do seguinte modo…

ΔV = H + W

Onde: ΔV = variação de vitalidade ou variação da energia vital, H = calor vital, W = trabalho biológico.

3.2) Equação da vitalidade de formação:

A fórmula da energia vital de formação combina a primeira e a segunda lei da termodinâmica, e leva em consideração o conceito de entropia negativa proposto por Erwin Schrödinger em seu livro “O Que é Vida?”. Neste caso, o sistema opera com um valor negativo de entropia e um valor positivo de entropia, os quais não são necessariamente iguais.

V = H + (W – S’) + S

Onde: V = vitalidade ou energia vital, H = calor vital ou biológico, W = trabalho metabólico, S = entropia, S’ = entropia paradoxal.

A equação acima pode ser escrita do seguinte modo…

ΔV = H + (W – S’) + S

Onde: ΔV = variação de vitalidade ou variação da energia vital, H = calor endotérmico (positivo) ou exotérmico (negativo), W = trabalho anabólico (positivo) ou catabólico (negativo), S = entropia, S’ = entropia paradoxal.

3.3) Equação da vitalidade de manutenção:

A fórmula da energia vital de manutenção combina a primeira e a segunda lei da termodinâmica.

V = H – (W + S)

Onde: V = vitalidade ou energia vital, H = calor vital ou biológico, W = trabalho metabólico, S = entropia.

A equação acima pode ser escrita do seguinte modo…

ΔV = H – (W + S)

Onde: ΔV = variação de vitalidade ou de energia vital, H = calor endotérmico (positivo) ou exotérmico (negativo), W = trabalho anabólico (positivo) ou catabólico (negativo), S = entropia.

4) Equações da homeopatia quântica:

As fórmulas da mecânica quântica homeopática, ou fórmulas da homeopatia quântica, tratam da versão homeopática da equação de Schrödinger, ou equação da função de onda homeopática, onde Ψ retrata a amplitude de probabilidade e tem natureza vetorial; mas tratam também do cálculo quântico da função de onda homeopática, ou cálculo da função de onda da homeopatia quântica, onde Ψ² tem a natureza de função propriamente dita e descreve a densidade de probabilidade da partícula ser encontrada em determinado ponto ou lugar no espaço.

4.1) Versão homeopática da equação de Schrödinger:

A equação de Schrödinger independente do tempo é aplicável a sistemas minerais e biológicos, sendo importante na homeopatia e na medicina integrativa, definindo a equação de onda da homeopatia ou equação homeopática da função de onda. A função de onda da homeopatia é a sobreposição de estados do princípio ativo, que está simultaneamente diluído ou disperso e concentrado ou precipitado. Então, no colapso da função de onda, o princípio ativo se define em partícula referida ao organismo tratado.

H Ψ = E Ψ

Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução e vetor de estado do soluto; E = observável clínico do soluto.

Soluções homeopáticas são sistemas quânticos, em que o soluto se comporta no solvente assim como os elétrons se comportam na eletrosfera, podendo apresentar caráter ondulatório ou corpuscular, conforme o princípio da complementaridade de Niels Bohr, em que os aspectos de onda e de partícula, embora sejam mutuamente excludentes, não apresentam natureza contraditória, mas sim complementar.

Em que pese a conotação de onda do solvente líquido, no caso, hidroalcoólico, desde que a solução esteja referida ao meio ambiente geográfico ou quando do fluxo de dinamização homeopática, apesar dessa conotação de oscilação dos líquidos, é importante ressaltar a natureza probabilística da função de onda quântica, inclusive na homeopatia, o que significa que o aspecto oscilatório não trata exclusivamente das vibrações hídricas e alcoólicas, mas sobretudo, da amplitude da onda de probabilidade referente à localização das partículas do soluto.

4.2) Cálculo da função de onda homeopática:

A integral de Ψ² com os limites de integração entre menos infinito (- ∞) e mais infinito (+ ∞) mostra que qualquer partícula de soluto na solução homeopática pode ser referida a qualquer ponto do universo, de modo que sejam válidas as ultradiluições.

∫ Ψ² dx = 1

Onde: ∫ = integral cujos limites de integração são menos infinito (- ∞) e mais infinito (∞); Ψ² = quadrado de psi, que tem analogia com f(x) = y, e retrata a densidade de probabilidade do soluto ser encontrado em algum ponto ou lugar no espaço; dx = diferencial de x, que significa em relação a “x” ou em respeito a “x”; 1 = 100%.

A restrição dos limites de integração pode tratar da noção de orbital, que é a região no espaço onde seja maior a probabilidade de se encontrar o elétron, sendo interessante a notação diferencial de área, “dA”, conforme a seguir…

dA = Ψ² dx < 1 ⇒ A = ∫ Ψ² dx = 1 ⇒ A = ∫ dA

Ou seja, “A” é a área e “dA” é a diferencial de área que indica a probabilidade de se encontrar a partícula quântica em uma região restrita do espaço, que pode ser chamada de orbital, de modo que a soma de todas as probabilidades, “A”, ou integral, seja 100% ou 1.

4.3) Colapso da função de onda homeopática:

Nesta hipótese de Venturelli, a equação da função de onda se aplica à homeopatia de tal forma que no entrelaçamento quântico, o qual ocorre entre o soluto e o solvente, a solução seja o estado ondulatório e o princípio ativo seja o estado corpuscular, este que se manifesta no paciente após o colapso da função de onda.

As aplicações clínicas ou homeopáticas são objetivas, pois dependem da formação teórica, prática e ética dos profissionais, e jamais da intencionalidade subjetiva da prescrição ou da vontade aplicada a um tratamento específico, isso tal qual ocorre nas demais especialidades médicas. Ou em outras palavras, o resultado do tratamento homeopático é apenas e tão somente um efeito medicamentoso normal e nunca paranormal ou de placebo. 

O que determina o colapso da função de onda, resultando na melhora clínica do quadro patológico ou na recuperação da saúde, quer dizer, resultando no observável clínico, não é a intenção do médico ou do paciente, mas o fenômeno impessoal da energia, neste caso, da energia vital, independentemente dos aspectos temperamentais ou quaisquer outras condições racionais, emocionais ou morais. Por isso mesmo, o observável clínico do operador homeopático depende da correta prescrição medicamentosa e da adequada farmacotécnica.

4.4) Sobreposição de estados:

Pela hipótese de Venturelli, a equação de Schrödinger (ou equação da função de onda) ou ainda, equação de onda da homeopatia, então, é a manifestação matemática da energia vital na ciência homeopática da medicina natural. Na função de onda homeopática, o caráter ondulatório e o caráter corpuscular são considerados estados quânticos complementares e a sobreposição quântica dos mesmos é admissível em soluções dinamizadas.

4.4.1) Entrelaçamento quântico:

O mecanismo de ação da homeopatia pode ser fundamentado pela mecânica quântica: Neste caso, ocorre um entrelaçamento quântico entre o soluto e o solvente na solução medicamentosa. Uma vez emaranhados na dispersão, o disperso e o dispersante formam um sistema singular, emaranhado e individualizado, com propriedades medicinais ou curativas as quais poderão ser administradas ao paciente a ser tratado.

O mesmo não acontece com rios, lagos, esgotos e etc., porque as dispersões homeopáticas apresentam volumes compatíveis com as dimensões teciduais dos organismos vivos. As ondas do mar não se manifestam em um frasco de solução medicamentosa, pois as grandezas homeopáticas são citológicas e histológicas, mas não geográficas.

Em outras palavras, as dispersões de esgotos, rios, lagos, mares e oceanos são dispersões de dimensões geográficas, enquanto que as soluções homeopáticas são dispersões de dimensões orgânicas.

Assim, pequenas modificações na configuração eletrônica e magnética das substâncias diluídas, induzidas pelo emaranhamento quântico, ou seja, determinadas por padrões de spin eletrônico atribuídos ao estado entrelaçado, podem desencadear amplos e profundos incrementos funcionais aos remédios, em conformidade ao efeito borboleta da teoria do caos, desde que se considere a complementaridade entre sistemas lineares e não lineares.

É de se notar que o fenômeno do entrelaçamento quântico possa ser definido como sendo a sobreposição de estados quânticos envolvendo mais de uma partícula.

4.4.2) Memória da água:

Na química, as funções de onda são quantizadas pelos números quânticos em três dimensões designadas por “n” (tamanho do orbital), “l” (formato do orbital) e “ml” (orientação do orbital). Neste sentido, Ψ tem um componente radial, R, dado pelo raio “r”, e um componente angular, Y, dado pelos ângulos θ (teta) e φ (phi), como a seguir…

Ψ (x, y, z) = Ψ (r, θ, φ) = R(r) . Y (θ, φ)

Onde: Ψ = função de onda, R ≅ “n”, Y ≅ “l”, θ e φ ≅ “ml”.

A quantização do momento angular leva à quantização do momento magnético, sendo que além desses três números quânticos apresentados acima, que são compatíveis com a mecânica ondulatória de Schrödinger, há ainda a mecânica ondulatória relativística, desenvolvida por Paul Dirac, que inclui o número quântico spin (s) do momento angular intrínseco e o número quântico magnético de spin (ms) do momento magnético intrínseco.

A memória aquática é cada registro da energia de um estado quântico específico do soluto em relação ao solvente. O que caracteriza o estado quântico de memória da água é a posição da partícula representada pelo número quântico principal, o momento angular orbital representado pelo número quântico secundário, o vetor do momento angular orbital representado pelo número quântico magnético e o momento angular de giro ou rotação e seu vetor representado pelo número quântico magnético do spin.

Quer dizer, a memória da água em face de um princípio ativo se define pela posição e pelo momento angular de suas partículas, o que fornece informações sobre a energia potencial e cinética, de cada uma das partículas do soluto e do solvente na solução emaranhada.

Do mesmo modo que na mecânica quântica há a dualidade entre partícula e onda, e os estados quânticos podem estar em sobreposição, na homeopatia o princípio ativo pode ser encontrado como soluto particular ou ondulatório na solução homeopática.

4.5) Números quânticos:

Os números quânticos estão relacionados à ideia de função de onda ou orbital do lépton atômico, quer dizer, a região no espaço onde seja maior a probabilidade do elétron ser encontrado. Ou dizendo de outro modo, a função de onda descreve a amplitude de probabilidade da partícula ser localizada. Já o quadrado da função de onda significa a densidade de probabilidade dessa localização.

4.5.1) Número quântico principal (n): É a posição do elétron.

É admitido que o número quântico principal, n, ao identificar a posição da partícula seja também o tamanho do orbital. Trata dos níveis quânticos.

4.5.2) Número quântico secundário ou azimutal (l): É o momento angular do elétron.

O número quântico secundário, l, indica o momento angular orbital da partícula, por isso, define também o formato do orbital. Trata dos subníveis quânticos.

4.5.3) Número quântico magnético (ml): É o vetor do momento angular do elétron.

Este número quântico, ml, chamado de magnético, indica a orientação espacial do orbital referente ao elétron no átomo. Mais especificamente, é o vetor do momento angular orbital do corpúsculo, ao qual se associa um vetor de momento magnético do orbital.

4.5.4) Número quântico spin (s): É o momento angular intrínseco do elétron.

Este número quântico, chamado spin e simbolizado pela letra “s”, indica uma propriedade intrínseca da partícula quântica definida pelo momento angular intrínseco, embora não seja admitida uma rotação clássica ao elétron.

4.5.5) Número quântico magnético de spin (ms): É o magnetismo inerente ao elétron.

Este número quântico define o momento magnético intrínseco da partícula. Em que pese o spin de uma partícula ser definido como uma propriedade intrínseca sem significado idêntico ao da rotação, em termos práticos pode ser considerado o vetor do momento angular de rotação do corpúsculo, ao qual está associado o vetor do momento magnético, sendo que, no caso deste número quântico de magnetismo intrínseco o valor pode ser paralelo ou antiparalelo, e ainda, a sobreposição de ambos.

5) A natureza das equações:

O conjunto das funções de quadrados integráveis é um espaço vetorial. O espaço vetorial da mecânica quântica é o Espaço de Hilbert, que é um espaço vetorial complexo dotado de produto interno. Sobre o produto interno no espaço de Hilbert, é possível estabelecer que a integral da multiplicação de dois vetores de funções de onda diferentes resultando em zero, ou no caso da mesma função de onda a integral do quadrado de psi resultando em um, ambas as integrais definem um produto interno no espaço das funções.

5.1) Operador hermitiano:

Operador linear, ou endomorfismo linear, é uma transformação linear de um espaço vetorial que se aplica ao mesmo espaço vetorial. Os operadores lineares da teoria quântica são operadores hermíticos ou hermitianos, os quais podem ser definidos como operadores autoadjuntos. Um operador autoadjunto é aquele que é igual ao seu adjunto, este por sua vez, que é representado pelo complexo conjugado da matriz transposta.

5.2) Espaço de Hilbert:

As funções de onda de natureza vetorial e os vetores de estado propriamente ditos, da equação de Schrödinger independente do tempo, habitam o espaço de Hilbert, que é um espaço vetorial complexo e que, portanto, tem dimensões infinitas e números complexos, estes que apresentam componente real e unidade imaginária, os quais números, deste modo, expressam valores ou quantidades reais e imaginárias.

A todo sistema quântico é associado um espaço de Hilbert, e o estado de um sistema quântico pode ser representado por um vetor nesse espaço de Hilbert. Um vetor no espaço de Hilbert é denominado ket, sendo que para cada vetor “ket psi” há um vetor “bra psi”. Quer dizer, para cada “Ket” existe um “Bra”.

O produto interno entre dois vetores em um espaço de Hilbert pode ser dado pelo produto entre um “Ket” e a transposição de seu complexo conjugado “Bra”, sendo esses os conjugados imaginários em “Bra-Ket”, caracterizando a chamada “Notação Bra-Ket de Dirac”.

Então, seja a seguinte expressão:

∫ Ψ² dx = 1

Onde: ∫ = integral cujos limites de integração são menos infinito (- ∞) e mais infinito (∞); Ψ² = quadrado de psi, que tem analogia com f(x) = y, e retrata a probabilidade do soluto ser encontrado em algum ponto ou lugar no espaço; dx = diferencial de x, que significa em relação a “x” ou em respeito a “x”; 1 = 100%.

Se ambos os vetores definirem uma mesma função de onda, psi, neste caso, a integral acima satisfaz as propriedades de um produto interno “Bra-Ket” no espaço vetorial das funções de quadrados integráveis.

Ou seja, a expressão ∫ Ψ² dx define o produto interno “Bra-Ket” da mesma função de onda chamada de autofunção.

5.3) Autovalores dos operadores autoadjuntos:

Os autovalores dos operadores lineares da mecânica quântica, chamados de operadores hermitianos ou hermíticos, são números reais. Ou em outras palavras, um operador autoadjunto, que é aquele que seja igual à transposição de seu complexo conjugado, é um operador linear com a propriedade de ter autovalores de números reais. Melhor dizendo, um operador autoadjunto pode ser representado por uma matriz cuja transposição da matriz complexa conjugada também o representa, sendo, então, um operador linear que na mecânica quântica é chamado de operador hermitiano ou hermítico, o qual tem a particularidade de ter autovalores reais e não complexos ou imaginários.

Na mecânica quântica, as transformações lineares são representadas por matrizes que definem operadores autoadjuntos, chamados de hermitianos ou hermíticos, os quais determinam autovalores reais.

5.4) Equação de Schrödinger independente do tempo:

Os valores ou componentes escalares dos vetores de entrada referentes aos operadores lineares da mecânica quântica são números complexos, com parte real e parte imaginária (i = √-1 ou i² = -1), mas os valores ou componentes escalares dos vetores de saída são números reais.

H Ψ = E Ψ

Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução e vetor de estado do soluto; E = observável clínico do soluto.

O médico homeopata é o operador clínico da solução, enquanto que o observável clínico é o resultado clínico observado no paciente. A observação clínica é um autovalor do operador clínico. A função de onda da dispersão e o vetor de estado do disperso são autovetores. O operador e o observável são clínicos, enquanto que a função do princípio ativo é um vetor de estado ondulatório da solução e corpuscular do soluto. Quer dizer, o operador clínico se aplica à solução homeopática e promove o colapso da função de onda, resultando no observável clínico referente ao princípio ativo no organismo do indivíduo em tratamento, qual seja, o paciente.

Em suma, o operador clínico aplicado à solução obtém o resultado clínico observável do soluto, por ação da energia vital.

5.5) Produto interno em quadrado complexo:

O quadrado da função de onda Ψ corresponde ao produto interno do espaço vetorial complexo, que aplica uma função de onda em sua autofunção, na forma de complexo conjugado em “Bra-Ket”. Neste caso, mais uma vez, partindo de números complexos com unidades imaginárias (i = √-1 ou i² = -1) se chega a números reais.

∫ Ψ² dx = 1

Onde: ∫ = integral cujos limites de integração são menos infinito (- ∞) e mais infinito (∞); Ψ² = quadrado de psi, que tem analogia com f(x) = y, e retrata a densidade de probabilidade do soluto ser encontrado em algum ponto ou lugar no espaço; dx = diferencial de x, que significa em relação a “x” ou em respeito a “x”; 1 = 100%.

Ψ² é um produto interno do espaço de Hilbert que tem natureza de função matemática propriamente dita…

Ψ² ≅ f(x) = y

O quadrado de psi (Ψ²) tem natureza de uma função matemática cuja integral fornece a probabilidade da partícula ser localizada por unidade de volume, ou seja, a densidade de probabilidade, a partir da amplitude dessa probabilidade indicada por psi (Ψ).

6) Hipótese quarkquântica de Venturelli:

A hipótese antiquântica ou quarkquântica é especialmente inspirada no livro O Que é Vida? de Erwin Schrödinger e na interpretação de Copenhague, particularmente no princípio da complementaridade de Niels Bohr e no princípio exclusivo de Wolfgang Pauli, tendo sido relevante também, a ideia de divisibilidade nuclear dos átomos suscitada por Lise Meitner e Otto Frisch, bem como anteriormente a estatística de Ludwig Boltzmann sobre a entropia. No mais, vale ressaltar que se trata de um postulado da especialidade elaborada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, e que foi trazida ao Brasil em 21 de novembro de 1840, com a chega no Rio de Janeiro do médico francês Benoit Jules Mure, atualmente sendo essa data a referência ao dia nacional da Homeopatia.

6.1) Quarks:

As partículas fundamentais denominadas de quarks foram inferidas em 1964, pelo físico americano Murray Gell-Mann e o físico russo americano George Zweig, tendo a existência dessas subpartículas nucleares sido confirmada nos experimentos realizados pelos físicos americanos Jerome Friedman e Henry Kendall, e pelo físico canadense Richard Taylor, cujos resultados foram apresentados inicialmente em 1968. Esses experimentos revelados por Friedman, Kendall e Taylor se caracterizaram pelo espalhamento inelástico profundo de elétrons em prótons e nêutrons, e foram desenvolvidos entre 1967 e 1976 no Centro de Aceleração Linear de Stanford, na Califórnia (em inglês, Stanford Linear Accelerator Center – SLAC).

Os físicos japoneses Hideki Yukawa e Kazuhiko Nishijima foram também nomes importantes no desenvolvimento da atual teoria de quarks e glúons, os quais quarks, assim como os elétrons, nesta hipótese são partículas consideradas leves, e por isso são chamadas de léptons, embora os quarks se submetam à chamada força forte.

Partículas que sejam compostas por subpartículas de quarks e glúons são chamadas de hádrons, a exemplo de mésons e de prótons e nêutrons, estes dois que são as partículas pesadas dos átomos, os bárions nucleares. Já os glúons, são bósons de calibre, bem como os fótons e as partículas de Higgs. Os glúons, nesta hipótese antiquântica, ao contrário dos fótons, mas assim como os bósons de Higgs, são partículas massivas.

Nesta hipótese de Venturelli, os quarks são tidos como léptons porque a maior parte da massa nuclear é atribuída aos glúons, os quais exercem a força forte.

É importante a definição de quarks e elétrons serem léptons porque isso é compatível com a ressonância entre esses dois tipos de partículas.

6.2) Ressonância quarkquântica:

Os léptons subatômicos, ou seja, elétrons e quarks, apresentam a mesma frequência natural de oscilação, mas a energia dos elétrons é quântica enquanto que a energia dos quarks é antiquântica. As oscilações quânticas aumentam a entropia, mas as oscilações antiquânticas a reduzem. A energia antiquântica é uma propriedade da liberdade assintótica ordenada pela força forte. Quando quarks e elétrons entram em ressonância, a entropia diminui porque os quarks são mais numerosos em um mesmo átomo.

Em outras palavras, a resultante da ressonância quarkquântica diminui, e não aumenta, a amplitude das oscilações ressonantes.

6.3) Momento angular de giro ou spin:

A rotação (giro ou spin) de quarks e elétrons é ressonante às ondas eletromagnéticas de frequências extremamente baixas (ELF) porque o momento de inércia dessas partículas subatômicas é muito menor do que o momento inercial de prótons e nêutrons, sendo menor ainda na comparação com as moléculas aquáticas ou orgânicas.

Um sistema atômico qualquer abrange pelo menos quatro subsistemas corpusculares de massa, quais sejam, um subsistema de elétrons na eletrosfera, um subsistema nuclear de glúons, um subsistema de quarks na quarksfera do interior dos bárions nucleares, estes que são chamados de núcleons e que compõem o quarto susbsistema particular do sistema atômico (a massa de repouso dos fótons é nula).

A rotação dos quarks é relativamente independente da rotação dos bárions nucleares que os contém, vez que a massa dos núcleons é na maior parte atributo dos glúons, segundo esta hipótese.

Quarks e elétrons podem estar sujeitos à ressonância de rotação entre si, pela precessão do giro ou spin dessas subpartículas atômicas, quando submetidas às condições biológicas específicas da bioquímica, da biofísica e da homeopatia.

6.4) Reduções da entropia e entropia negativa:

A força forte exercida pelos glúons reduz a entropia das partículas elétricas em ressonância, pela diminuição da amplitude oscilatória dos quarks, em liberdade assintótica, particularmente entre quarks de mesma carga elétrica, sendo mais notadamente entre dois quarks up. Vez que as moléculas de água leve possuem um excedente de quarks up, tais moléculas são importantes na redução da entropia biológica, pela limitação das oscilações dos quarks up, podendo se dizer, então, que estes são mais redutores da entropia do que os quarks down, mas na verdade, a diminuição da entropia é devida à força forte.

Além da água, os átomos de hidrogênio nas moléculas orgânicas também são importantes na redução da entropia biológica, devido à sobra de quarks up, assim, o estudo das reações químicas e do metabolismo se torna fundamental ao conhecimento da termodinâmica dos seres vivos.

6.5) Mecânica quarkquântica:

Os trabalhos de Max Planck sobre a termodinâmica e a radiação eletromagnética, de Albert Einstein sobre o efeito fotoelétrico e da interpretação de Copenhague, tratam de uma nova mecânica surgida entre 1900 e 1927, uma mecânica da energia quântica, mas a mecânica quarkquântica trata da energia antiquântica ou quarkquântica.

A energia quântica promove entropia positiva e a energia antiquântica promove entropia negativa.

Entropia negativa é uma decorrência da atividade da força forte exercida pelos glúons dos bárions nucleares, caracterizando a liberdade assintótica dos quarks. A interação entre dois quarks up, mas também entre dois quarks down e até entre um quark up e um quark down, é regida pela força forte e se comporta como liberdade assintótica, uma disposição antiquântica da energia nuclear dos átomos, que reduz a entropia de sistemas celulares e da vizinhança imediata desses sistemas biológicos microscópicos.

6.6) Cromodinâmica antiquântica:

A configuração cromodinâmica dos átomos leves de hidrogênio, os prótios ou monotérios, com dois quarks up e um quark down, é particularmente redutora da entropia, o que explica a predileção dos organismos vivos por esses átomos presentes na água e nas moléculas orgânicas.

Todavia, qualquer configuração cromodinâmica reduz a entropia, pela natureza antiquântica das interações envolvidas entre quarks de um modo geral. A redução da entropia pela cromodinâmica quântica, que é antiquântica, trata-se, fundamentalmente, de um fenômeno biológico associado à força do princípio vital e sua energia.

6.7) A energia vital e o colapso da função de onda:

Embora se admita que a rotação de um lépton em um átomo seja uma propriedade intrínseca associada ao número quântico spin, ainda assim, a hipótese antiquântica considera que esse fenômeno de rotação possa receber a influência da energia de ondas cerebrais, não da consciência e do desejo ou da vontade, mas sim de uma faixa de frequência, tal qual no efeito fotoelétrico; daí a observação ter o impacto de promover o colapso da função de onda.

Do mesmo modo, os efeitos chamados por Einstein de “ação fantasmagórica a distância”, podem ser explicados pela interação dessa energia das ondas cerebrais em uma das partículas entrelaçadas e a outra respondendo no sistema emaranhado. Portanto, ainda que a rotação de quarks e elétrons seja uma propriedade originalmente intrínseca, mesmo assim, está sujeita a interações extrínsecas da energia não só de ondas cerebrais, mas também de qualquer outro sinal ondulatório que possa entrar em ressonância.

6.8) Mesomatéria:

Os mésons foram propostos pelo físico japonês Hideki Yukawa, em 1935, e são constituídos por pares de quarks e antiquarks. Cada méson tem um quark e um antiquark. Exemplos de mésons são os píons e os káons, dentre outros. Os quarks são de matéria antiquântica e os antiquarks são de antimatéria quântica, ou seja, os quarks não são de matéria ou de antimatéria, mas constituem a mesomatéria, a qual é importante na formação da biomatéria, quer dizer, a matéria biomolecular.

A matéria nuclear pode ser eletrógira dextrógira, ou seja, os prótons de carga positiva, com predomínio de quarks up cujo momento magnético é paralelo ao momento angular, e obedece à regra da mão direita pelo polo norte; pode ser neutrógira levógira, ou seja, os nêutrons de carga nula, com predomínio de quarks down, que são partículas negativas, e cujo momento magnético é antiparalelo ao momento angular, obedecendo à regra da mão esquerda pelo polo norte; e pode ser também mesógira biógira, ou seja, os mésons que estão correlacionados à matéria biológica.

6.9) Princípio vital e entropia negativa:

A propriedade que os organismos vivos têm de converter energia física e química, em energia biológica, é manifestação de uma força originária de um princípio vital. Essa energia biológica provém da capacidade que os organismos vivos dispõem, de aproveitar as oscilações eletrônicas em ressonância à configuração antiquântica da cromodinâmica dos quarks.

Os seres vivos conseguem empregar em seus sistemas, via de regra celulares, a redução da entropia que provém do arranjo antiquântico da energia nuclear dos átomos, particularmente daqueles constituintes da água e das moléculas orgânicas, mas também de outros átomos que circulam e permutam no metabolismo.

6.10) Energia vital e entropia negativa:

A vitalidade de um organismo dependente mais da diminuição da entropia do que do aumento da energia.

A energia vital é uma energia de baixa entropia, que é resultante do fenômeno biológico da ressonância entre quarks e elétrons; e se por um lado, tais léptons são corpúsculos da matéria bruta, por outro lado, a ressonância entre tais partículas é uma qualidade da matéria viva, sendo que essa ressonância entre quarks e elétrons surge da força vital.

6.11) Força forte e entropia fraca:

Em sendo discreta a magnitude das oscilações dos quarks, a desordem dessas partículas é limitada e a ordem prevalece (utilizando a terminologia de Schrödinger sobre ordem e desordem na definição de entropia). Ou em outras palavras, a restrição da amplitude oscilatória dos quarks restringe também as configurações da estatística térmica ou espacial e temporal de seus microestados.

Portanto, a força forte com sua liberdade assintótica é um fator determinante na redução da entropia de sistemas biológicos.

A força forte é a interação entre partículas de mesma carga elétrica, ou de cargas elétricas de mesmo sinal, sendo que os quarks up têm cargas iguais nos prótons, por isso esses quarks ligados entre si, por glúons, são responsáveis por maior redução da entropia, pois embora os quarks down também tenham cargas iguais nos nêutrons, essas cargas dos quarks down possuem menor intensidade em termos modulares.

Ao interagir especialmente entre cargas elétricas iguais, a força forte é tanto maior quanto maiores forem os módulos das cargas elétricas iguais entre si.

Ou seja:

Qualquer quark up tem carga elétrica igual a + 2/3 (maior em módulo) enquanto que qualquer quark down tem carga elétrica igual a – 1/3 (menor em módulo do que a carga do quark up).

Carga do quark up = + 2/3.

Carga do quark down = – 1/3.

Por possuírem cargas maiores, dois quarks up unidos têm maior força forte e menor liberdade do que dois quarks down unidos, assim, os quarks up diminuem mais a entropia biológica em relação aos quarks down.

Em outras palavras:

Os quarks up são os principais redutores da entropia nos sistemas biológicos.

Isso fundamenta, em grande parte, a relevância dos isótopos leves de hidrogênio nas reações biológicas, visto que os átomos do elemento hidrogênio possuem o maior número proporcional de quarks up.

6.12) Interpretação da fórmula de Boltzmann da entropia pela hipótese de Venturelli:

Seja a equação da entropia estatística:

S = k . ln ω

Onde: S = entropia; k = constante de Boltzmann; ln = log natural = log na base 2,718 (número de Euler); ω = número de microestados.

A liberdade assintótica da força forte diminui o número de microestados na fórmula de Boltzmann porque restringe as oscilações dos quarks em termos quantitativos, mas não qualitativos, ou seja, os quarks têm oscilação em rotação, vibração, translação e transição, mas quantitativamente restritas.

Os estados quânticos dos quarks são menos quantitativos em relação aos estados quânticos dos elétrons, porque estes são consideravelmente mais livres do que aqueles. E isso também se aplica aos estados quânticos dos bárions nucleares, além disso, o spin de um próton é relativamente independente dos spins de seus quarks.

7) Clínica homeopática:

O atendimento homeopático está vinculado aos resultados clínicos do tratamento, e a este, interessa o mecanismo de ação da homeopatia para que desse entendimento possa haver a excelência das prescrições. A homeopatia pode ter suas bases de funcionamento explicadas de modo geral e específico.

7.1) Mecanismo geral de ação da homeopatia:

O mecanismo de ação da homeopatia pode ser explicado de diversos modos, inclusive pela física quântica: Neste caso, ocorre um emaranhamento quântico entre o soluto e o solvente na solução homeopática. Uma vez entrelaçados na dispersão, o disperso e o dispersante formam um sistema singular, emaranhado e individualizado, com propriedades medicinais ou curativas as quais poderão ser administradas ao paciente a ser tratado.

O mesmo não acontece com rios, lagos, esgotos e etc., porque as dispersões homeopáticas apresentam volumes compatíveis com as dimensões teciduais dos organismos vivos. As ondas do mar não se manifestam em um frasco de solução medicamentosa, pois as grandezas homeopáticas são citológicas e histológicas, mas não geográficas. Em outras palavras, as dispersões de esgotos, rios, lagos, mares e oceanos são dispersões de dimensões geográficas, enquanto que as soluções homeopáticas são dispersões de dimensões orgânicas.

Mesmo quando a prescrição envolva ultradiluições, ainda assim, as dispersões de amplitude geográfica, ou até cósmica, vão estar referidas ao entrelaçamento quântico das soluções de frascos em mililitros, os quais são compatíveis com as dimensões especificamente teciduais ou orgânicas e genericamente geográficas ou planetárias.

7.2) Mecanismo específico de ação da homeopatia:

As configurações eletrônicas, em complementaridade às configurações nucleares dos átomos, determinam as propriedades moleculares, assim como as configurações dos quarks, também em complementaridade às configurações nucleares, determinam as propriedades das soluções homeopáticas, por inspiração no princípio da complementaridade do físico dinamarquês Niels Bohr.

Os quarks são configurados pela ressonância aos elétrons, um fenômeno vital que guarda essa relação oscilatória na forma de um registro, de magnetismo entrelaçado, que se chama de memória da água. Esse registro magnético de entrelaçamento não tem um período determinado de validade, sendo mantido até um novo evento ressonante, e por ser emaranhado e não ter um intervalo temporal específico, pode ser descrito pela equação independente do tempo elaborada pelo físico austríaco Schrödinger.

A mente humana acessa suas memórias através de uma atividade neuronal, a qual pode ser registrada pelo eletroencefalograma, o qual evidencia ondas eletromagnéticas na faixa de frequências extremamente baixas (ELF) entre 3 Hz e 30 Hz, as quais estão na mesma frequência da Ressonância Schumann. A hipótese quarkquântica ou antiquântica atribui o giro de quarks e elétrons, bem como a ressonância entre tais partículas, a essa banda de ciclos em hertz (Hz) que não é exclusiva da mente ou do cérebro, sendo um atributo da energia vital.

Por um lado, o vestígio das configurações eletrônicas deixado pela diluição de íons e moléculas orgânicas ou inorgânicas na água, é um traço mineral de memória da água; por outro lado, o resquício das configurações ressonantes promovido pela dispersão de íons e moléculas orgânicas ou inorgânicas naquele diluente, é um registro orgânico da memória aquática. Em outras palavras, a água tem uma memória inorgânica ou bruta associada à configuração eletrônica isoladamente, bem como uma memória orgânica ou vital associada à configuração ressonante, o que vale dizer que a memória biológica da água é diferente de sua memória mineral, mas em ambos os casos podendo ocorrer para substâncias orgânicas e inorgânicas.

Os registros minerais da água são vinculados às oscilações eletrônicas de íons e moléculas orgânicas ou inorgânicas, mas os registros biológicos da água são vinculados às oscilações dos quarks nas soluções, ou mais especificamente, à ressonância entre os quarks aquáticos e os elétrons nos orbitais moleculares ou iônicos, orgânicos ou inorgânicos, o que isso é uma qualidade vital. Deste modo, quanto à memória, a água pode ser mineral ou orgânica, esta última tendo uma natureza vital ou biológica.

7.2.1) A equação de Schrödinger e a energia vital:

Pela hipótese de Venturelli, a equação de Schrödinger (ou equação da função de onda) ou ainda, equação de onda da homeopatia, então, é manifestação matemática da energia vital na ciência homeopática da medicina natural. De tal modo que a energia vital seja quantizada e deva ser entendida como o eletromagnetismo das ondas de frequências extremamente baixas (ELF – Extremely Low Frequency, em Inglês) do espectro eletromagnético, entre 3 Hz e 30 Hz até 0,01 Hz e 1.000 Hz, o que abrange a Ressonância Schumann, as ondas cerebrais e a atividade elétrica do coração, dentre outras abrangências.

Os léptons subatômicos estão sujeitos à ressonância de rotação pela precessão do giro ou spin dessas subpartículas atômicas, quando submetidas às diversas interações com as ondas eletromagnéticas de baixíssimas frequências (ELF em Inglês ou FEB em Português, de frequências extremamente baixas). A suavidade energética do fenômeno vital se explica pela necessidade dos organismos vivos em funcionarem com um metabolismo de pouca entropia.

Os potenciais de ação das células animais, obtidos pela diferença de potencial elétrico ou voltagem entre sódio e potássio, bem como os potenciais de ação das células vegetais, obtidos da voltagem entre cálcio e potássio, resultam nas frequências em hertz da energia vital, que é ressonante às ondas de mesma frequência ou de frequências harmônicas.

7.2.2) Teoria do caos na homeopatia quântica:

Modificações ínfimas na configuração eletrônica e magnética das partículas diluídas, induzidas pelo entrelaçamento quântico, ou seja, determinadas por padrões de spin eletrônico atribuídos ao estado emaranhado, podem desencadear amplos e profundos incrementos funcionais aos medicamentos, de acordo com efeito borboleta da teoria do caos.

É importante notar que o fenômeno do emaranhamento quântico possa ser definido como sendo a sobreposição de estados quânticos envolvendo mais de uma partícula.

Entre 1962 e 1963, o matemático e meteorologista americano Edward Lorenz desenvolveu a ideia do efeito borboleta da teoria do caos, referente a sistemas não lineares. No entanto, inspirada pelo princípio da complementaridade de Niels Bohr, esta hipótese de Venturelli admite que sistemas lineares e não lineares sejam complementares no efeito borboleta.

Em 1972, um trabalho de Lorenz foi apresentado com o título: “O bater das asas de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas?” ressaltando ou questionando a importância das pequenas variáveis em um sistema dinâmico.

7.2.3) Definição da função de onda da homeopatia:

Misturas químicas são dispersões e estas podem ser soluções, coloides e suspensões. O dispersante ou dispergente é a substância que está em maior quantidade e promove a dispersão, ao passo que o disperso é a substância espalhada que se encontra em menor quantidade. As misturas homogêneas apresentam apenas uma fase, enquanto que as misturas heterogêneas possuem mais de uma fase. Nas soluções, o disperso tem dimensões de até um nanômetro; nos coloides, o disperso tem dimensões entre um nanômetro e mil nanômetros ou um micrômetro; nas suspensões, o disperso tem dimensões maiores do que mil nanômetros ou um micrômetro.

Soluções são misturas homogêneas caracterizadas por dispersões monofásicas de um soluto o qual é disperso em um solvente, este que vem a ser o dispersante ou dispergente. A dualidade entre onda e partícula é a manifestação complementar de um sistema disperso (ondulatório) em relação a um sistema não disperso (corpuscular) estando tudo isso em conformidade ao princípio da complementaridade, do físico dinamarquês Niels Bohr, aplicado à homeopatia.

Ou seja, a onda tem analogia à dispersão, enquanto que a partícula tem analogia ao soluto não disperso, i.é, ao corpúsculo.

O sistema de emaranhamento quântico da água se estabelece por uma forma de “memória” estável e inerente às moléculas aquáticas. Essa memória da água se traduz por uma ressonância originária entre 3 Hz e 30 Hz, aproximadamente, com batimentos entre 0,01 Hz e 1.000 Hz, sendo que a Ressonância Schumann, as ondas cerebrais no eletroencefalograma (EEG) e a atividade elétrica do coração no eletrocardiograma (ECG) são algumas das oscilações de frequência eletromagnética nessa faixa.

As agitações das soluções homeopáticas, chamadas de sucussões, as quais são procedidas durante as diluições, definindo as dinamizações, apresentam uma frequência vibratória congênere às oscilações eletromagnéticas dos fenômenos ondulatórios descritos acima.

A Ressonância Schumann se refere aos fenômenos telúricos, assim como a ressonância homeopática se refere aos fenômenos clínicos, por isso as respectivas dimensões determinam as especificidades de cada ambiente, ou seja, as grandezas homeopáticas são orgânicas enquanto que as grandezas telúricas são geográficas.A rotação (giro ou spin) de elétrons é ressonante a essas ondas eletromagnéticas de frequências extremamente baixas (ELF ou FEB) porque o momento de inércia dessas partículas subatômicas é muito menor do que o momento inercial de prótons e nêutrons, sendo menor ainda na comparação com as moléculas aquáticas ou orgânicas.

7.2.4) Mecanismo do colapso da função de onda homeopática:

A onda corresponde à dispersão enquanto que a partícula corresponde ao princípio ativo, sendo que a chamada redução de estado quântico ocorre, automaticamente, através da proximidade de qualquer sinal vital, tanto psíquico quanto orgânico, visto que corpo e mente são manifestações da energia vital a qual vibra nas ditas frequências extremamente baixas (ELF ou FEB) do espectro eletromagnético, presentes tanto na Ressonância Schumann quanto nas ondas cerebrais e na atividade elétrica do coração. Embora se admita que a rotação de um lépton em um átomo seja uma propriedade intrínseca associada ao número quântico spin, ainda assim, a hipótese homeopática de Venturelli considera que esse fenômeno de rotação possa receber a influência da energia de ondas cerebrais, não da consciência e do desejo ou da vontade, mas sim de uma faixa de frequência, tal qual no efeito fotoelétrico; daí a observação ter o impacto de promover o colapso da função de onda.

Portanto, ainda que a rotação de quarks e elétrons seja uma propriedade originalmente intrínseca, mesmo assim, está sujeita a interações extrínsecas da energia não só de ondas cerebrais, mas também de qualquer outro sinal ondulatório que possa entrar em ressonância.

7.2.5) A energia vital no colapso da função de onda:

A energia vital é uma energia de baixa entropia, que é resultante do fenômeno biológico da ressonância entre os léptons e as ondas eletromagnéticas de frequências extremamente baixas (ELF ou FEB) que ocorrem na Ressonância Schumann e nas ondas cerebrais. É interessante observar, todavia, que a atividade elétrica do coração também apresenta correspondência às ondas em frequências extremamente baixas (ELF ou FEB) do espectro eletromagnético, vez que se situa entre 0,01 Hz e 200 Hz, de modo que essa atividade elétrica seja compatível com a ressonância eletromagnética descrita anteriormente, que é própria da energia vital, como a seguir…

As frequências eletromagnéticas associadas à rotação dos léptons são extremamente baixas porque o momento inercial dessas subpartículas é extremamente pequeno. Assim, a energia vital pode ser definida em aquarius, aq, de modo que cada unidade de Hertz corresponda a uma unidade de energia vital, em aquarius, por alusão à água.

Seja a equação…

E = h f

… A constante de Planck terá o valor da energia vital na unidade de um aquarius multiplicado pela unidade de tempo em segundo:

h = 1 aq s

Onde: E = Energia vital quantizada; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética cerebral.

Ou ainda:

ΔE = h f

Onde: ΔE = variação da energia quantizada; h = constante de Planck = 1 aq s; f = frequência de onda eletromagnética quantizada.

7.2.6) Quantização da energia vital:

A energia vital varia entre 0,01 aq e 1.000 aq, o que se situa na faixa das ondas elétricas, portanto, o menor valor dessa quantização energética é um centésimo da unidade de aferição, a qual se chama aquarius, pela importância da água em todos os processos e fenômenos biológicos.

A rotação molecular da água é ressonante às micro-ondas, a rotação nuclear é ressonante às ondas de rádio, enquanto que a rotação de quarks e elétrons é ressonante às ondas eletromagnéticas de frequências extremamente baixas (ELF ou FEB). E assim como na rotação das micro-ondas as oscilações moleculares alcançam o infravermelho, de modo semelhante, na presença da água, as rotações ressonantes, em relação às ondas de baixíssimas frequências, também alcançam a faixa da radiação infravermelha.

Embora essa energia biológica seja muito suave, ainda assim, a ressonância dos elétrons presentes nas ligações químicas das moléculas orgânicas, em relação às ondas eletromagnéticas de frequências extremamente baixas, resulta em uma ampliação no valor dessa energia, que é correspondente à faixa do infravermelho no espectro eletromagnético, desde que a água esteja presente. A energia vital é tênue, é suave, mas a ressonância referente à sua magnitude alcança a frequência dos raios infravermelhos.

7.2.7) Ressonância vital:

Frequência natural (ou frequência de ressonância) de um corpo ou sistema é a frequência inerente de oscilação do mesmo. Porém, pode haver não apenas uma única frequência natural e sim um conjunto de frequências de ressonância, quer dizer, mais de uma frequência natural de vibração própria. Quando um corpo ou sistema apresenta mais de uma frequência natural, tais vibrações são harmônicas entre si, ou seja, estão em valores que são múltiplos ou submúltiplos da oscilação fundamental. Portanto, quando se aplica a um corpo ou sistema, uma frequência que tenha valor igual ou harmônico a uma de suas frequências naturais, ambos os sistemas entram em amplitude de ressonância.

O sistema espectral biológico, de ressonância, consiste primariamente de frequências que promovem um movimento rotatório nos léptons, mas secundariamente abrangendo translação ou mesmo vibração, tal qual na comparação ao aquecimento da água pelo forno de micro-ondas, em que as ondas são primariamente de micro-ondas na rotação e secundariamente de infravermelho na translação. Ou seja, vez que as ligações químicas são principalmente eventos eletrônicos, isso significa que as moléculas orgânicas podem apresentar, além da rotação ressonante às micro-ondas, outros fenômenos oscilatórios ressonantes a outras frequências, cuja resultante energética leve suas oscilações elétricas até a faixa do infravermelho.

Em sistemas mecânicos clássicos e gravitacionais, o aumento da amplitude não modifica a frequência. No entanto, nas partículas e subpartículas atômicas, bem como nas partículas moleculares, as cargas elétricas são decisivas na definição de suas propriedades, com isso, um aumento nas amplitudes se traduz em flutuações eletromagnéticas associadas à energia cinética desses corpúsculos, de modo que, nessas circunstâncias, amplitudes e frequências sejam proporcionais à energia aplicada e / ou dissipada.

O aumento inicial da amplitude de oscilações, pela ressonância, não apresenta inicialmente efeitos significativos em termos espectroscópicos, mas esses efeitos são importantes na esfera biológica, que é mais sensível, porque a energia que se transfere a partir da magnitude dessas vibrações, das partículas leptônicas ressonantes, é retransmitida ao metabolismo em frequências típicas, aí sim, da espectroscopia molecular, ainda que a resultante da ressonância seja restringida pela entropia negativa dos quarks e, aliás, justamente por isso é que não alcança frequências maiores.

8) Números quânticos e antiquânticos:

Na verdade, são cinco, e não quatro, os números quânticos, a saber, número quântico principal, número quântico azimutal, número quântico magnético, número quântico de spin e número quântico magnético de spin, no entanto, o número quântico spin não precisa ser anotado porque é sempre 1/2 em módulo, sendo que o número quântico magnético de spin já expressa esse valor com o sinal (1/2 ou -1/2).

Os números quânticos estão relacionados à ideia de função de onda ou orbital do lépton atômico, quer dizer, a região no espaço onde seja maior a probabilidade do elétron ou do quark serem encontrados, sendo interessante perceber que os orbitais eletrônicos estão na eletrosfera enquanto que os orbitais quarktrônicos estão na quarksfera intrabariônica ou intranucleônica. Em relação aos números quânticos, os números antiquânticos têm sinais opostos, inclusive os valores modulares podem ser representados por sinais contrários também, quer dizer, uma excentricidade matemática admissível pela natureza da energia antiquântica, ou seja, de uma natureza antimaterial da energia, que é representada por uma matemática heterodoxa.

A energia antiquântica foi inferida por este médico, na forma de níveis antiquânticos, no livro Teoria Bioquântica Astroatômica, elaboradodesde 1990, na Cidade do Rio de Janeiro (RJ), em Petrópolis (RJ) e no Hospital Naval de Ladário (MS), sendo registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (RJ) em 1994, tendo sido publicado pela editora Sul das Gerais, na cidade de Pouso Alegre (MG) em 1995. Todavia, em 1933, o físico austríaco Wolfgang Pauli já havia postulado uma teoria antimaterial da energia, ao demonstrar que um operador autoadjunto, ao observável tempo, implicaria em valores positivos e negativos da energia quântica.

Embora seja interessante observar que antes disso, em 1928, o físico britânico Paul Dirac tenha elaborado uma equação que levou à inferição da existência de pósitrons e, deste modo, da antimatéria, mesmo assim, é de se ressaltar que a ideia da energia antimaterial tenha sido emergida das demonstrações de Pauli.

8.1) Número quântico principal (n): É a posição do lépton.

É admitido que o número quântico principal, n, ao identificar a posição do lépton (elétron ou quark) seja o tamanho do orbital. Trata dos níveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos níveis e antiníveis quânticos.

8.2) Número quântico secundário ou azimutal (l): É o momento angular do lépton.

O número quântico secundário, l, indica o momento angular orbital do lépton, por isso, define também o formato do orbital. Trata dos subníveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos subníveis e antissubníveis quânticos.

8.3) Número quântico magnético (ml): É o vetor do momento angular do lépton.

Este número quântico, ml, chamado de magnético, indica a orientação espacial do orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular orbital do lépton, ao qual se associa um momento magnético orbital.

8.4) Número quântico spin (s): É o momento angular intrínseco do lépton.

O número quântico de spin, s, define o momento magnético associado à rotação e, de certo modo, também, a oscilação do lépton, tendo sido proposto para os elétrons pelo físico austríaco Wolfgang Pauli, em 1925. De modo mais específico, é o momento angular de giro ou rotação do lépton. É considerado uma propriedade intrínseca do elétron e do quark, mas vejamos o que suscita o estudo da espectroscopia pelo eletromagnetismo em ordem crescente dos comprimentos de onda (decrescente em frequência e energia):

8.4.1) Radiação ultravioleta e visível: Transição de estado quântico molecular ou transição eletrônica das moléculas.

8.4.2) Radiação infravermelha: Vibração quantizada (e translação em energia contínua) das moléculas.

8.4.3) Radiação de micro-ondas: Rotação molecular em energia quantizada.

8.4.4) Radiação das ondas de rádio: Rotação quantizada no núcleo atômico, que é uma rotação bariônica ou nucleônica, visto que o núcleo de hidrogênio tem apenas um próton e gira na ressonância magnética nuclear.

8.4.5) Radiação de ondas ELF: Rotação leptônica ou spin de elétrons e quarks, ou seja, aradiação de ondas em frequências extremamente baixas (ELF) promove o giro dos léptons (quarks e elétrons).

8.5) Número quântico magnético de spin (ms): É o magnetismo da rotação do lépton.

Este número quântico, ms, chamado de magnético do spin, indica a orientação espacial da rotação corpuscular no orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular de giro ou rotação do lépton, ao qual está associado um momento magnético intrínseco.

9) Conclusão:

A energia vital promove o colapso em funções de onda na mecânica quântica e na homeopatia, conforme a equação de Schrödinger e de acordo com o princípio da complementaridade de Bohr.

10) Resumo:

Do mesmo modo que na mecânica quântica há a dualidade entre partícula e onda, e os estados quânticos podem estar em sobreposição, na homeopatia o princípio ativo pode ser encontrado como soluto particular ou ondulatório na solução.

Nesta hipótese de Venturelli, a equação da função de onda se aplica à solução homeopática, que entrelaça o soluto e o solvente no chamado emaranhamento quântico, de tal forma que a solução seja a função de onda do soluto ao passo que o observável do vetor de estado seja o princípio ativo no organismo tratado.

Neste postulado, o efeito do observador é mais amplamente considerado em um efeito da energia vital, que independe da vontade ou da consciência, sendo exercido de modo automático na presença de algum sinal vital, seja mental ou corporal, resultando no colapso da função de onda e manifestando a ação medicinal do princípio ativo.

11) Summary:

In the same way that in quantum mechanics there is duality between particle and wave, and quantum states can be in superposition, in homeopathy the active principle can be found as a particular or wave solute in the solution.

In Venturelli’s hypothesis, the wave function equation applies to the homeopathic solution, which intertwines the solute and the solvent in the so-called quantum entanglement, in such a way that the solution is the wave function of the solute while the observable of the vector of state is the active ingredient in the treated organism.

In this postulate, the effect of the observer is more widely considered to be an effect of vital energy, which is independent of will or consciousness, being exerted automatically in the presence of some vital sign, whether mental or bodily, resulting in the collapse of the wave function and manifesting the medicinal action of the active ingredient.

Dr. Paulo Venturelli