Ciclo

Ciclo Termodinâmico da Vitalidade

O ciclo termodinâmico da vitalidade tem analogia à segunda lei da termodinâmica, por inspiração no Ciclo de Carnot, a partir da fórmula algébrica relacionada à primeira lei da termodinâmica.

1) Fundamento analógico da primeira lei termodinâmica:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade; H = calor vital; M = metabolismo.

Quando: ΔV > 0 => aumento da vitalidade; ΔV < 0 => diminuição da vitalidade.

2) Entropia em sistemas biológicos:

A entropia nos sistemas biológicos pode ser implicitamente positiva ou negativa em concordância inversa ao sinal da variação de vitalidade.

A viabilidade de se levar em conta a entropia de forma implícita e consoante à variação da energia vital, consiste no princípio pelo qual o ciclo de Carnot trata de uma reversibilidade tal que a entropia não afete o rendimento das máquinas térmicas. Para isso, é de se notar que os organismos vivos estão sendo comparáveis a esses dispositivos termodinâmicos.

Em se comparando um organismo especificamente humano a uma máquina térmica, o vapor vem a ser um critério bioquântico e o fenômeno da entropia estará intimamente vinculado à variação de vitalidade, o que permite que ambas as grandezas sejam consideradas implicitamente referidas à energia vital.

2.1) Ciclo de Carnot:

No conceito clássico do ciclo termodinâmico, o qual foi estabelecido pelo engenheiro francês Sadi Carnot em 1824, mesmo antes de se falar em entropia, termo este introduzido pelo cientista alemão Rudolf Clausius em 1865 como uma relação entre calor e temperatura, o conceito então do referido ciclo de Carnot foi a teoria das condições ideais do rendimento de um motor térmico.

Ou seja, a entropia foi trazida à luz da ciência para explicar a impossibilidade do rendimento preconizado por Carnot. Assim, em concomitância à sua definição de entropia, Clausius permitiu que a segunda lei da termodinâmica emergisse no estudo das ciências físicas, químicas e biológicas, no que teve a colaboração do cientista britânico intitulado de Lord Kelvin, todos no século XIX.

Entropia desde então se tornou tema de muitos outros estudos, inclusive pelo cientista austríaco Ludwig Boltzmann e o astrônomo inglês Arthur Eddington, porém, o princípio elaborado por Clausius, de que o calor não flui espontaneamente de um corpo ou sistema com temperatura menor para outro corpo ou sistema com temperatura maior, este é definitivo…

Todavia, o ciclo de Carnot não fala de forma direta da entropia, não trata disso de modo explícito, mas sim, refere um princípio de reversibilidade ou de rendimento ideal, o qual dependeria da combinação de processos isotérmicos com processos adiabáticos.

2.2) Fundamento analógico da segunda lei termodinâmica:

No ciclo vital da termodinâmica, algumas espécies, dentre elas a humana, lograram adotar processos relativamente isotérmicos os quais em conjunto recebem o nome de “homeotermia”. Assim, são seres homeotérmicos. No entanto, ao que tudo indica, os processos adiabáticos estão ausentes ou são imperfeitos nesses seres vivos.

A proposição de uma medicina que ofereça condições homogêneas de balanço do calor entre os sistemas vivos e o meio ambiente, levando em conta o metabolismo, sugere um melhor rendimento da fisiologia humana, em estreita comparação ao funcionamento de uma máquina térmica no ciclo de Carnot, o que também pode ser aproveitado na veterinária e na biologia, em benefício da vida em geral.

2.3) Máquina térmica biológica:

Cada mitocôndria é uma peça do aparato biológico que assimila energia na forma de caloria, ou energia comum, clássica, e a transforma em calor vital ou energia quântica biológica, sendo que esta energia bioquântica se torna disponível ao sistema celular a fim de servir ao metabolismo o qual, por sua vez, trabalha com energia livre, que é forma de energia disponível ao trabalho.

Devido à crescente entropia nos sistemas biológicos, ou seja, a entropia biológica, parte desse calor vital se perde cada vez mais, o que é comparável ao princípio geral da segunda lei da termodinâmica em máquinas térmicas convencionais, em conformidade à definição usual de entropia na atualidade, qual seja, a energia que não se aplica ao trabalho.

OBSERVAÇÃO: Esta obra adota a definição de que a entropia seja a seta da direção do tempo, mais especificamente em relação à energia.

Em análise subsequente significa que parte do calor de entrada se dissipa sem a concomitante realização de trabalho biológico. Deste modo, a correção adiabática do sistema vital melhora o rendimento da máquina térmica biológica e aumenta a vitalidade.

À medida em que o tempo transcorre, o aumento correspondente da entropia impõe uma maior perda de calor sem trabalho, ou em outras palavras, o metabolismo que caracteriza os sistemas vivos vai dispondo de cada vez menos energia livre.

Assim como as transformações biológicas não podem ser absolutamente isotérmicas, mas apenas relativamente, o que as tornam homeotérmicas nos seres humanos e nos “animais de sangue quente”, de modo semelhante tais transformações não podem ser absolutamente adiabáticas, mas interessa que possam ter mecanismos de compensação das perdas progressivas de calor vital.

2.4) Estados termodinâmicos na medicina vitalista:

A medicina termodinâmica, ou medicina vitalista termodinâmica, adota como variáveis de estado os seguintes critérios:

a) Temperatura: Corporal.

b) Volume: Sanguíneo, plasmático, linfático, liquórico e etc.

c) Pressão: Neste caso são as pressões gasosas, quais sejam, aquelas verificadas na gasometria arterial, notadamente PO2 e PCO2, bem como seus parâmetros relativos ao equilíbrio entre ácido e base.

2.5) Conclusões sobre a entropia biológica:

Entropia e vitalidade são inversamente proporcionais em um mesmo sistema… quando a entropia aumenta, a vitalidade diminui; quando a entropia diminui, a vitalidade aumenta. Assim sendo, o aumento da vitalidade é obtido com a diminuição da entropia, porque o aumento da entropia reduz a vitalidade.

Embora a redução da entropia não reduza a idade cronológica pode levar à redução da chamada idade biológica.

Em síntese, o que diminui a vitalidade em condições normais, ou fisiológicas, é o aumento da entropia. Portanto, em condições relativamente fisiológicas, ou levemente patológicas, o que pode representar um aumento na vitalidade é a redução da entropia biológica, por meio de transformações relativamente adiabáticas.

3) Princípios relativísticos na biologia:

No dia 23 de outubro de 2020, este autor, da presente obra de medicina termodinâmica, gravou e publicou um vídeo no YouTube com a seguinte expressão:

“E o que vem a ser energia vital? Se energia é a grandeza conversível em massa que pode ser convertida a partir da massa, então energia vital é a grandeza que pode ser convertida em biomassa e também pode ser convertida a partir da biomassa, então a definição de energia vital seria a conversão mútua com a biomassa, então energia vital e biomassa seriam mutuamente conversíveis”.

O enunciado acima é plenamente compatível com a definição de metabolismo e tem analogia ao princípio da equivalência entre massa e energia, estabelecido pela equação E = M c² de autoria do físico judeu alemão Albert Einstein. Deste modo, a equação ΔV = H + M comparada à equação da relatividade tem o mesmo componente “M”, de metabolismo e de massa biológica, o que insere um princípio relativístico à fórmula termodinâmica da vitalidade.

4) A incerteza das contradições ou paradoxos entre a relatividade e a mecânica quântica:

Se por um lado a equação algébrica da termodinâmica biológica traz um componente relativo à equivalência da massa com a energia, por outro lado o critério bioquântico para a evaporação da água, em sistemas biológicos, aduz a mecânica quântica, de forma implícita, no componente térmico dessa mesma energia. Assim, além da entropia surge mais uma operação subjacente à apresentação matemática da fórmula biológica da termodinâmica.

Nos dois casos, a entropia e o enfoque quântico do calor biológico, estão ambos incluídos veladamente na variação termodinâmica da vitalidade. E ante a aparente dualidade incompatível, entre a relatividade e a teoria quântica, uma mesma grandeza acolhe ambos os conceitos, qual seja, a energia. Ou mais especificamente a energia vital.

Assim sendo, a energia engloba o componente bioquântico, que alude à mecânica quântica, bem como o componente da entropia no metabolismo da biomassa relativística, o que suscita outra expressão, a equação de Schrödinger…

H Ψ = E Ψ

Onde: H = operador quântico; Ψ = função de onda; E = energia.

Neste caso, a equação da função de onda aparece independente do tempo porque o fator cronológico se encontra subjacente na entropia, a qual define a “flecha do tempo”. Portanto, a definição de entropia neste estudo vem a ser a linearidade temporal da energia.

Daí a compatibilidade entre a teoria da relatividade e a mecânica quântica se dispõe em duas condições energéticas, quais sejam…

4.1) Relatividade quântica corpuscular:

E = h f = M c²

Onde: E = energia; h = constante de Planck; f = frequência fotônica; M = massa relativística do fóton metabólico; c = velocidade da luz no vácuo.

4.2) Relatividade quântica ondulatória:

H Ψ = E Ψ <=> E = M c²

Onde: H = operador quântico; Ψ = função de onda; E = energia; M = massa relativística do fóton metabólico; c = velocidade da luz no vácuo.

5) Expressão relativística da fórmula termodinâmica da vitalidade quântica:

Levando-se em conta que a fase aquosa dos sistemas orgânicos homeotérmicos é predominante, a unidade de energia vital será expressa em aquarius, aq.

5.1) Equação termodinâmica da vitalidade em termos relativísticos:

ΔV = H + M

Onde: ΔV = variação de vitalidade em aquarius, aq; H = calor bioquântico relativo à entalpia em aquarius, aq; M = biomassa relativa à entropia do metabolismo pelos critérios de energia livre conversível em aquarius, aq.

5.2) Calor vital em grandeza quântica:

Seja a equação…

E = h f

… A constante de Planck terá o valor da energia vital na unidade de um aquarius multiplicado pela unidade de tempo em segundo:

h = 1 aq s

OBSERVAÇÃO: A presente página não tem qualquer reconhecimento científico e se destina à apresentação de uma hipótese na medicina homeopática que possa ser útil ao diagnóstico e à prescrição.

Dr. Paulo Venturelli medicina integrativa em Curitiba